11 de maio de 2026

Ialorixá do Gantois por 23 anos, Mãe Carmen deixa legado ancestral no candomblé, diz terreiro

 Ialorixá do Gantois por 23 anos, Mãe Carmen deixa legado ancestral no candomblé, diz terreiro
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O Terreiro do Gantois divulgou, nesta sexta-feira (26), uma nota oficial lamentando a morte de Mãe Carmen. No comunicado, a Associação de São Jorge Ebé Oxóssi ressalta a importância histórica, espiritual e simbólica da líder religiosa para o Candomblé na Bahia e no Brasil.

Descrita como “mulher de axé, guardiã da ancestralidade e herdeira de uma linhagem que pavimentou a história do Candomblé”, Mãe Carmen era filha direta de Mãe Menininha do Gantois, uma das maiores referências da religião no país. Segundo a nota, sua formação religiosa começou ainda na infância, quando foi preparada nos fundamentos, ritos e saberes que sustentam a tradição da casa.

A nota também enfatiza o perfil acolhedor e a força de sua liderança, descrevendo-a como “farol, colo, caminho e fortaleza”. Para o terreiro, a herança espiritual de Mãe Menininha permaneceu viva na condução diária de Mãe Carmen, que manteve o compromisso com os Orixás e com a vida coletiva da comunidade.

Ainda de acordo com o comunicado, Mãe Carmen contou, ao longo de sua liderança, com o apoio de suas duas filhas na condução da roça, compartilhando responsabilidades e saberes. Ela deixa três netos e quatro bisnetos, apontados como expressão da continuidade da memória e do futuro do axé da casa.