Bahia é o 2º estado com mais mortes de pessoas LGBTQIA+
“Tinha um lindo futuro pela frente”. Assim é descrita Rhianna Alves, mulher trans de 18 anos de idade, por sua irmã. Dela, porém, foi tirada a chance de viver. No dia 6 de dezembro de 2025, Rhianna foi morta com golpes de arma branca em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, e entrou para a cruel estatística de violência contra pessoas LGBTQIA+ na Bahia.
Casos como o de Rhianna não são isolados. Em 2025, foram registradas 257 mortes violentas de gays, lésbicas, transexuais e bissexuais no Brasil, aponta um levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga ONG LGBTQIA+ da América Latina. O número, equivalente a uma morte a cada 34 horas, faz com que o país mantenha a liderança entre os países que mais matam essa população.
A Bahia, por sua vez, assumiu a segunda posição entre os estados com mais mortes violentas – atrás apenas de São Paulo – e a primeira no ranking dos estados nordestinos. Foram registrados no estado 17 óbitos, 6,6% do valor total, em um cenário populacional três vezes inferior ao de São Paulo.