Casa do Benin renasce no Pelourinho e volta a receber visitantes durante a Flipelô
Foto: Google Maps
Por Diário do Baiano
Após meses fechada para restauração, espaço dedicado à cultura afro-brasileira reabre as portas com programação especial integrada à Festa Literária Internacional do Pelourinho.
Um dos mais importantes espaços de preservação da memória afro-brasileira em Salvador está de volta ao circuito cultural da capital. A Casa do Benin reabre as portas nesta quinta-feira (6), no Pelourinho, após passar por obras de restauração, retomando suas atividades em meio à programação da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) e às comemorações pelos 40 anos da Fundação Gregório de Mattos (FGM).
Fechado desde fevereiro, quando um caminhão atingiu parte da fachada do imóvel, o equipamento cultural passou por intervenções estruturais para recuperar áreas danificadas e garantir a segurança dos visitantes. A reabertura representa não apenas a recuperação física do prédio, mas também a retomada de um importante espaço de valorização da herança africana e da identidade cultural baiana.
Patrimônio da cultura afro-baiana
Localizada no Centro Histórico de Salvador, a Casa do Benin abriga um acervo que evidencia os profundos laços históricos entre a Bahia e a República do Benin, na África Ocidental. O espaço reúne esculturas, máscaras, objetos rituais, fotografias, documentos e peças etnográficas que ajudam a contar parte da trajetória dos povos africanos e sua influência na formação da cultura brasileira.
Ao longo dos anos, o equipamento consolidou-se como ponto de referência para pesquisadores, estudantes, turistas e moradores interessados na história da diáspora africana e nas conexões culturais construídas entre os dois lados do Atlântico.
Reabertura fortalece programação da Flipelô
A volta da Casa do Benin acontece em um momento de intensa movimentação cultural no Pelourinho. Integrando a programação da Flipelô, o espaço recebe visitantes justamente durante um dos maiores eventos literários do país, ampliando as opções de atividades culturais no Centro Histórico.
A iniciativa também reforça o diálogo entre literatura, patrimônio histórico e cultura afro-brasileira, pilares que fazem parte da identidade da festa literária realizada anualmente em Salvador.
Mais do que um museu
Além da exposição permanente, a Casa do Benin tem histórico de promover mostras temporárias, oficinas, encontros culturais, seminários e atividades educativas voltadas para a valorização da cultura africana e afro-brasileira.
Com a reabertura, a expectativa é de que o equipamento volte a desempenhar um papel ativo na formação cultural da cidade, ampliando o acesso da população ao seu acervo e incentivando reflexões sobre ancestralidade, diversidade e patrimônio histórico.
Cultura e preservação caminham juntas
A recuperação da Casa do Benin representa mais do que a entrega de um prédio restaurado. O retorno das atividades simboliza a preservação de um importante patrimônio cultural de Salvador e reforça o compromisso de manter vivos espaços dedicados à memória e à contribuição dos povos africanos para a construção da identidade baiana.
Com a reinauguração, moradores e turistas voltam a ter acesso a um dos equipamentos culturais mais emblemáticos do Pelourinho, fortalecendo ainda mais o circuito histórico e cultural da capital baiana durante a programação da Flipelô.

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