TSE amplia ações para combater uso indevido da inteligência artificial nas Eleições 2026
Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo
Por Diário do Baiano
Tribunal Superior Eleitoral cria conselho consultivo para acompanhar riscos da inteligência artificial, fortalecer o combate à desinformação e preservar a integridade do processo eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um conselho consultivo para acompanhar os riscos relacionados ao uso da inteligência artificial durante as Eleições 2026. A iniciativa tem como objetivo fortalecer as ações de enfrentamento à desinformação e acompanhar os impactos das novas tecnologias sobre o processo eleitoral, diante do crescimento de ferramentas capazes de gerar imagens, vídeos e áudios sintéticos.
Segundo informações divulgadas pelo TSE, o conselho terá caráter consultivo e será responsável por elaborar estudos, acompanhar o uso da inteligência artificial nas campanhas eleitorais, analisar estratégias de combate à desinformação e apresentar recomendações voltadas à proteção da integridade das eleições.
Grupo reunirá especialistas de diferentes áreas
O colegiado será formado por representantes da Justiça Eleitoral, especialistas em tecnologia, inteligência artificial, direito eleitoral, comunicação, segurança pública, universidades e integrantes da sociedade civil. A participação será de caráter consultivo e sem remuneração.
Entre as atribuições do grupo estão a elaboração de estudos técnicos, o acompanhamento da evolução das ferramentas de inteligência artificial, a proposição de medidas para reduzir a disseminação de conteúdos manipulados e o fortalecimento das políticas de integridade informacional durante o período eleitoral.
Inteligência artificial está no centro das discussões
A criação do conselho ocorre em meio ao avanço das plataformas de inteligência artificial generativa, que permitem produzir conteúdos altamente realistas e capazes de influenciar o debate público. O TSE já estabeleceu regras específicas para o uso dessas tecnologias nas Eleições 2026 e também mantém acordos de cooperação com instituições públicas e privadas voltados ao enfrentamento da desinformação.
Para a Justiça Eleitoral, o acompanhamento permanente dessas ferramentas é considerado essencial para reduzir riscos relacionados à divulgação de conteúdos falsos e preservar a confiança da população no processo democrático.
Medida busca reforçar a segurança do processo eleitoral
Com a criação do novo conselho, o Tribunal Superior Eleitoral amplia sua estrutura de monitoramento das novas tecnologias e passa a contar com um grupo especializado para acompanhar os desafios impostos pela inteligência artificial durante todo o período eleitoral.
A expectativa é que os estudos e recomendações produzidos pelo colegiado contribuam para o aperfeiçoamento das ações de prevenção à desinformação, garantindo maior segurança, transparência e confiabilidade ao processo eleitoral brasileiro.

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