Lei Seca autua 430 motoristas em Salvador e reforça alerta sobre álcool ao volante
Foto: Ilustração/IA
Por Diário do Baiano
Dados da Transalvador referentes a janeiro mostram que combinação entre bebida e direção continua entre os desafios para a segurança no trânsito da capital baiana
A fiscalização da Lei Seca autuou 430 motoristas em Salvador somente em janeiro de 2026 por infrações relacionadas às regras de alcoolemia no trânsito, segundo dados da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador). O número reforça o alerta para uma conduta que continua colocando motoristas, passageiros, motociclistas, ciclistas e pedestres em risco.
A Lei Seca completou 18 anos em junho. Desde 2008, a legislação brasileira passou por mudanças que tornaram mais rigorosa a fiscalização do consumo de álcool por condutores, incluindo a adoção da chamada tolerância zero e o endurecimento das penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Além da fiscalização por meio do etilômetro, outros elementos podem ser utilizados para caracterizar alteração da capacidade psicomotora, conforme as regras de trânsito. A recusa do motorista em realizar o teste também está sujeita às penalidades administrativas previstas no CTB.
Infração pode resultar em multa e suspensão da CNH
Dirigir sob influência de álcool é infração gravíssima. A legislação prevê multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses, além de retenção do veículo nas situações previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro.
A recusa ao teste do bafômetro também pode resultar nas mesmas penalidades administrativas. Em caso de reincidência no período de 12 meses, o valor da multa é aplicado em dobro.
Quando a situação caracteriza crime de trânsito, o artigo 306 do CTB prevê detenção de seis meses a três anos, além de multa e suspensão ou proibição de obter habilitação para dirigir veículo automotor.
Álcool compromete capacidade de dirigir
O consumo de bebida alcoólica pode comprometer funções essenciais para a condução segura, como percepção, coordenação motora, capacidade de reação e julgamento. Mesmo alterações que pareçam pequenas podem aumentar o risco diante de situações inesperadas no trânsito.
Os 430 registros contabilizados em apenas um mês mostram que, apesar dos anos de vigência da Lei Seca e das campanhas educativas, a combinação entre álcool e direção continua exigindo fiscalização e conscientização.
A orientação de segurança permanece objetiva: quem consumir bebida alcoólica não deve dirigir. Transporte público, táxi, motorista por aplicativo ou a escolha prévia de um condutor que não beba são alternativas para evitar que o consumo de álcool termine em acidente ou ocorrência de trânsito.

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