Onze nomes ficam fora da nova bancada da Bahia na Câmara a partir de 2027
Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Por Diário do Baiano
Renovação atinge 28,2% das 39 cadeiras do estado e inclui parlamentares experientes, suplentes em exercício e dois deputados que decidiram não disputar novo mandato.
A representação da Bahia na Câmara dos Deputados passará por uma mudança significativa a partir de fevereiro de 2027. Com o resultado definitivo das Eleições 2026, 11 deputados que integram atualmente a bancada baiana em exercício não estarão entre os titulares eleitos para a próxima legislatura.
O grupo reúne nomes com longa trajetória no Congresso, como Arthur Maia (União Brasil), Lídice da Mata (PSB), Waldenor Pereira (PT), Zé Neto (PT) e Paulo Magalhães (PSD), além de parlamentares que atualmente exercem o mandato na condição de suplentes.
Como a Bahia possui 39 cadeiras na Câmara dos Deputados, a troca de 11 representantes corresponde a uma renovação de aproximadamente 28,2% da bancada.
Nove disputaram a eleição, mas ficaram na suplência
Dos 11 parlamentares que deixam a atual composição, nove concorreram novamente em 2026, mas não conseguiram uma das vagas de titular distribuídas pelo sistema proporcional.
Zé Neto (PT) recebeu 104.550 votos e terminou a eleição na condição de suplente.
Arthur Maia (União Brasil) obteve 103.336 votos e também ficou na suplência.
Bacelar (PV) recebeu 102.703 votos.
Waldenor Pereira (PT) somou 96.378 votos.
Lídice da Mata (PSB) obteve 89.705 votos.
Paulo Magalhães (PSD) recebeu 82.187 votos.
Rogéria Santos (Republicanos) alcançou 70.959 votos.
Jorge Araújo Repórter (PP) recebeu 24.813 votos.
Marcelo Nilo (Republicanos) terminou com 18.081 votos.
Apesar das votações individuais, nenhum dos nove conquistou mandato de titular na nova composição. Na eleição para deputado federal, a definição das vagas depende também do desempenho dos partidos e federações no sistema proporcional, e não apenas da posição individual de cada candidato no número geral de votos.
Jorge Araújo e Marcelo Nilo já exercem atualmente o mandato como suplentes. Registros oficiais da Câmara mostram que Jorge assumiu uma cadeira em abril de 2026, no lugar de João Leão, enquanto Marcelo Nilo entrou no mesmo mês em substituição a Alex Santana.
Dois deputados não concorreram à reeleição
Outros dois integrantes da bancada atual não disputaram um novo mandato.
José Carlos Araújo (PDT), que exerce mandato como suplente desde junho de 2026, não concorreu à eleição para deputado federal neste ano.
José Rocha (União Brasil) também decidiu não tentar a reeleição. Em seu lugar, o grupo político lançou Manuel Rocha (União Brasil), que conquistou uma das 39 cadeiras destinadas à Bahia e fará parte da bancada a partir de 2027.
Dessa forma, os 11 nomes da atual composição que não integrarão a relação de titulares eleitos para a próxima legislatura são:
Arthur Maia (União Brasil)
Bacelar (PV)
Jorge Araújo (PP)
José Carlos Araújo (PDT)
José Rocha (União Brasil)
Lídice da Mata (PSB)
Marcelo Nilo (Republicanos)
Paulo Magalhães (PSD)
Rogéria Santos (Republicanos)
Waldenor Pereira (PT)
Zé Neto (PT)
A condição de suplente, entretanto, não significa necessariamente afastamento definitivo da Câmara durante toda a próxima legislatura. Suplentes podem ser convocados caso ocorram licenças, afastamentos, renúncias ou outras situações previstas nas regras da Casa e na legislação eleitoral.
Os deputados eleitos em 2026 assumirão os mandatos em 1º de fevereiro de 2027, quando terá início a nova legislatura da Câmara dos Deputados.

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