Câmara aprova PL Antifacção com penas mais duras e nova ofensiva contra facções e milícias
O relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), defendeu que o projeto moderniza o enfrentamento estatal contra organizações criminosas, milícias e grupos classificados como ultraviolentos. A tramitação foi marcada por embates entre governo e oposição, além de críticas internas ao próprio texto.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou a votação como “histórica” e afirmou que a matéria só avançou graças à “construção coletiva entre partidos, governo e oposição”. “Quando o Estado se divide, o crime organizado avança”, disse.
Endurecimento penal
O projeto prevê penas que podem chegar a 40 anos de reclusão para crimes praticados por facções consideradas ultraviolentas. Entre os pontos centrais estão:
• Regras mais rígidas para progressão de regime;
• Obrigatoriedade de que líderes de facções cumpram pena em presídios federais;
• Inclusão do garimpo ilegal como circunstância agravante;
• Definição de crimes como “novo cangaço”, domínio territorial e ataques com explosivos ou drones;
• Ampliação do confisco de bens, contas bancárias e criptoativos;
• Possibilidade de intervenção judicial em empresas usadas por organizações criminosas;
• Autorização, em situações excepcionais, para monitoramento audiovisual de parlatórios.