Crianças e adolescentes devem ser prioridade nas eleições municipais, alerta UNICEF
Agenda lançada nesta quarta-feira apresenta seis áreas essenciais que precisam estar na pauta dos novos governos para mitigar os impactos da pandemia na vida de meninas e meninos
No próximo dia 15 de novembro, milhões de brasileiros vão às urnas escolher os novos prefeitos e vereadores nos mais de 5 mil municípios do País. Caberá aos novos gestores investir, nos próximos quatro anos, para mitigar os impactos da pandemia da Covid-19 e garantir a adaptação e continuidade dos serviços básicos nos municípios, com base na análise das necessidades e dos direitos dos cidadãos. Diante desse cenário, o UNICEF alerta para a importância de priorizar a infância e a adolescência nas eleições e nos próximos governos municipais – e apresenta uma agenda com seis temas essenciais que precisam estar na pauta.
Embora crianças e adolescentes não sejam os mais afetados, diretamente, pelo vírus, elas e eles são as vítimas ocultas da Covid-19, sofrendo de forma mais intensa as consequências da pandemia no médio e longo prazos.
Todos esses fatores atingiram, em especial, meninas e meninos que já viviam em situação de vulnerabilidade, ampliando as desigualdades. A pandemia mostrou que havia uma parcela importante da população que não era alcançada pelos cadastros dos programas de transferência de renda existentes.
Outra área fundamental é a educação. O longo tempo de fechamento das escolas e o isolamento social impactaram profundamente a aprendizagem, a saúde mental de crianças e adolescentes, e a proteção deles contra a violência.
A pandemia da Covid-19 exacerbou, também, a necessidade de políticas públicas que garantam a cobertura universal de serviços de água e saneamento, cruciais para que a população possa manter hábitos de higiene, evitar o contágio pelo coronavírus e outras doenças, e cuidar da saúde. O mesmo vale para os serviços de saúde, pré e pós-natal, e para a imunização.
A violência contra meninas e meninos faz parte, ainda, dos temas que precisam estar na agenda. No Brasil, milhões de crianças nascem e crescem em territórios diretamente afetados pela violência, em especial a violência armada, com pouco acesso a serviços públicos, sujeitos a uma superposição de violações e privações de direitos. Por hora, mais de um adolescente ou criança é vítima de homicídio no País. O cenário se agravou ainda mais na pandemia, com meninas e meninos fora da escola, isolados em casa e longe da rede de proteção – muitos deles sofrendo com o impacto econômico da crise e sob risco de trabalho infantil.
Diante de todos esses desafios, o UNICEF apresenta seis temas que têm de estar na agenda municipal:
- Água, saneamento e higiene: Colocar o saneamento básico como investimento central para prevenir doenças e reduzir desigualdades
- Educação: Reabrir as escolas com segurança e investir na aprendizagem, porque fora da escola não pode
- Desenvolvimento infantil: Investir na primeira infância, uma das grandes janelas de oportunidades para o presente e o futuro
- Proteção contra a violência: Criar um pacto pela proteção de crianças e adolescentes contra a violência letal e outras violências
- Adolescência: Oferecer a cada adolescente oportunidades reais para criar um mundo melhor para si e para os outros
- Proteção social: Fazer da infância e da adolescência a grande prioridade do orçamento e das políticas públicas municipais
Mais que promessas, é preciso propostas, programas e ações concretas e mensuráveis que priorizem a infância e a adolescência. “É no município que meninas e meninos vivem, então é lá que se pode impactar diretamente a vida delas e deles. Os novos gestores e legisladores municipais, certamente, têm um grande desafio pela frente, mas estão diante de uma oportunidade única: colocar crianças e adolescentes como prioridade em cada município”, defende Florence.
Fonte: Unicef

Gilberto Gil é resgatado após ficar preso em elevador e agradece a bombeiros nas redes sociais: ‘Aquele abraço’
Gasolina com 32% de etanol começou a valer neste sábado (1º)
Vencedor do MasterChef é encontrado morto em casa aos 37 anos
Donos de imóveis alugados precisarão tirar CNPJ após exigência da Receita
Jornalista Renato Machado morre aos 83 anos
Governo define prazo para troca do RG antigo pela nova Carteira de Identidade