6 de abril de 2025 - 11:36 AM

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Envolvidos na confusão no Leblon já tiveram passagens pela polícia

 Envolvidos na confusão no Leblon já tiveram passagens pela polícia
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Os três protagonistas da confusão no Leblon que viralizou nas redes sociais já haviam se envolvido em casos de agressões. Assim como o motorista do carro conversível, uma das mulheres de biquíni que se beijavam no banco de trás e e a arquiteta que arremessou garrafas d’água contra ela figuram como autores de lesões corporais registradas em delegacias do Rio entre 2013 e o mês passado.
A arquiteta Aline Cristina Araújo Silva, de 37 anos, foi acusada pela ex-sogra de empurrá-la para que não falasse com a neta, em 15 de julho de 2014. A suposta vítima contou na 14ª DP (Leblon) que a agressão aconteceu depois que Aline foi até sua porta e a xingou.
A empresária Scheila Danielle Gmack Santiago, de 30 anos, que teve a parte de cima do biquíni arrancada depois de dar um tapa em Aline, é citada em dois registros, de lesão corporal e invasão de domicílio. No primeiro, ela foi acusada de dar socos e pontapés numa jovem em um quiosque na Praia do Pepê. No outro, um homem com quem ela teria tido um caso a acusou de invadir seu apartamento, na Barra.
O engenheiro de produção Wilton Vacari Filho, dono do conversível, também é citado em dois boletins de ocorrência. O primeiro, de 27 de novembro de 2013, foi registrado na 18ª DP (Praça da Bandeira), após uma briga no Maracanã. O caso ainda está sendo processado no Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos. O segundo, feito na 10ª DP (Botafogo), relata que, no dia 9 de setembro deste ano, um funcionário de uma empresa de eventos foi agredido por ele durante uma festa numa embarcação atracada na Marina da Glória. Segundo o registro, Wilton disse que a briga começou depois de ter sido apalpado nas nádegas.

O advogado de Wilton, Luiz Felipe Diaz André, disse que ainda não foi notificado do segundo inquérito e que irá até a delegacia para dar esclarecimentos. Aline e Scheila não retornaram as ligações do GLOBO.
Confusão pode parar na justiça:Mulheres que desfilaram de biquíni em carro pelo Leblon prometem processar arquiteta por xingamentos
A pedido do GLOBO, a psicóloga e psicanalista Renata Bento analisou as imagens da confusão no Leblon e as descreveu como “um vendaval de agressividade”. Para ela, o que ocorreu não é uma situação exclusiva de agora, e atos semelhantes podem se tornar mais frequentes:

Reprodução: O Globo