10 de julho de 2026

Justiça manda bloquear pagamentos da CazéTV a Romário

 Justiça manda bloquear pagamentos da CazéTV a Romário

Foto: Reprodução

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio dos valores que Romário receberia pelo trabalho como comentarista da CazéTV na cobertura da Copa do Mundo de 2026. A medida foi tomada pela 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca para tentar garantir o pagamento de uma dívida que atualmente chega a R$ 32,4 milhões. A informação foi divulgada pelo portal Lance.

A decisão envolve um processo antigo relacionado ao Café Onze Bar, estabelecimento do qual o ex-jogador e atual senador pelo PL-RJ era sócio.

Ação antiga

A ação judicial teve início há mais de 20 anos, após a empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda. cobrar valores referentes a serviços prestados ao empreendimento, como a administração do estacionamento e a instalação de elevadores para veículos.

Após o fechamento do bar, em 2011, o contrato foi encerrado e começou uma disputa sobre a retirada dos equipamentos instalados no local. Na tentativa de solucionar o impasse, Romário chegou a assinar um documento reconhecendo uma dívida de aproximadamente R$ 1,5 milhão. A empresa, porém, afirma que o acordo não foi cumprido.

Com a aplicação de juros, multas e correções monetárias acumuladas desde 2001, o valor cobrado na Justiça alcançou os atuais R$ 32,4 milhões.

Justiça pede contratos da CazéTV

Além de determinar a retenção dos pagamentos, a Justiça ordenou que a CazéTV apresente os contratos firmados com Romário para a participação nas transmissões da Copa do Mundo. A plataforma deverá entregar documentos como notas fiscais, recibos e comprovantes de pagamentos realizados.

O objetivo é esclarecer como foi feita a contratação do ex-atleta: se diretamente pela empresa ou por meio de intermediários, como agências, produtoras ou outros parceiros envolvidos na cobertura do torneio nos Estados Unidos.

Comentarista

Romário integra a equipe da CazéTV durante o Mundial e está participando das transmissões diretamente em território norte-americano. Antes da decisão judicial, o senador já havia informado que devolveria parte do salário recebido no Senado referente ao período em que ficou fora do Brasil.

Fonte: Correio