11 de maio de 2026

Médicos denunciam meses de salários atrasados no Hospital Geral de Camaçari

 Médicos denunciam meses de salários atrasados no Hospital Geral de Camaçari
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Unidade vinculada à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) denunciaram nesta quarta-feira (21), o atraso no pagamento de salários e alertaram para o risco de colapso na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo os profissionais, a situação se arrasta há meses e já compromete a permanência das equipes no hospital.

Mesmo diante da inadimplência do governo do Estado, os médicos seguem cumprindo plantões para evitar a interrupção do atendimento a pacientes em estado crítico. A permanência, no entanto, tem imposto um alto custo pessoal e financeiro aos profissionais, que relatam endividamento, uso frequente de crédito bancário e dificuldades para custear despesas básicas.

Além do impacto financeiro, a situação tem afetado a saúde mental da equipe com relatos de profissionais com crises de ansiedade, sinais de depressão, exaustão física e emocional, além de sintomas associados à síndrome de burnout. Outro problema apontado é o aumento das despesas pessoais já que parte da equipe médica se desloca diariamente de Salvador para Camaçari.

Para os médicos, o cenário ultrapassa a esfera trabalhista e representa uma ameaça à assistência em saúde. Eles alertam que o desgaste financeiro e psicológico da equipe pode impactar diretamente a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes, especialmente na UTI.

Em nota enviada ao Se Ligue Bahia, a Sesab informou que realiza pagamentos regulares e consecutivos a todos os prestadores de serviço das unidades. A secretária destacou que “eventuais atrasos decorrem, exclusivamente, da ausência parcial ou total de documentos comprobatórios da execução dos serviços, condição indispensável para a liberação de recursos, conforme a legislação vigente”.

“A Sesab está comprometida com a celeridade na reanálise da documentação correspondente, bem como processamento e pagamento conforme os trâmites administrativos e legais”, completa a nota.