Rede famosa de varejo é condenada em R$ 100 mil por racismo contra operadora de caixa
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) aumentou para R$ 100 mil a indenização que a Havan deverá pagar a uma operadora de caixa que sofreu ofensas racistas no trabalho, tratadas como “brincadeiras”. O caso foi registrado na cidade de São José, em Santa Catarina.
O relator do caso, ministro Agra Belmonte, aplicou o protocolo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que orienta decisões com perspectiva racial e classificou a conduta como ilegal e inaceitável.
Na ação a trabalhadora contou que era alvo constante de comentários com referências à escravidão, como “melhora essa cara para não ir para o tronco” e “para não tomar chibatadas”. Em uma ocasião, o chefe mostrou a imagem de uma mulher negra escravizada e disse, diante de colegas: “Achei uma foto sua no Facebook”.

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