Nestlé avança em corte de 16 mil postos e fecha fábricas na Europa
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Por Diário do Baiano
Reestruturação global deve seguir até 2027, enquanto multinacional mantém plano bilionário de expansão das operações no Brasil.
A Nestlé avança em uma ampla reestruturação mundial que prevê a eliminação de aproximadamente 16 mil postos de trabalho até o fim de 2027. O plano inclui redução de cargos administrativos, mudanças nas áreas industriais e de logística e o encerramento de operações consideradas menos competitivas.
O programa foi anunciado pela multinacional em outubro de 2025. Dos 16 mil postos previstos para serem eliminados, cerca de 12 mil correspondem a funções administrativas e profissionais. Outros 4 mil estão relacionados principalmente às áreas de fabricação e cadeia de suprimentos.
A estratégia faz parte do programa de redução de custos da companhia. A Nestlé elevou para 3 bilhões de francos suíços sua meta de economia até o final de 2027 e vem adotando medidas para simplificar estruturas, aumentar a produtividade e acelerar mudanças internas.
Fábricas entram na reestruturação
Na Alemanha, a Nestlé encerrou a produção da fábrica de Neuss, próxima a Düsseldorf. A unidade produzia itens da marca Thomy, como maionese, mostarda e óleo, e parte da fabricação foi transferida para outras instalações.
Outra mudança ocorrerá em Diósgyőr, na Hungria, onde a produção deverá ser encerrada em dezembro de 2026. A unidade é especializada principalmente em chocolates sazonais e fabrica produtos ligados a marcas como KitKat, Smarties e Milkybar.
O fechamento da unidade húngara não representa o fim dessas marcas nem o encerramento mundial da fabricação do KitKat. A produção afetada deverá ser transferida para um fornecedor externo.
Brasil segue caminho diferente
Apesar da redução da estrutura em outros mercados, a situação anunciada pela Nestlé para o Brasil é de expansão. A companhia prevê investir R$ 7 bilhões no país entre 2025 e 2028.
Os recursos são destinados à modernização de fábricas, aumento da capacidade produtiva, inovação e sustentabilidade. Entre os projetos estão a ampliação da fábrica de Vila Velha, no Espírito Santo, novas linhas de chocolates e investimentos nas operações de café e nutrição.
A empresa também anunciou R$ 1 bilhão para modernizar e ampliar sua fábrica de cafés solúveis em Araras, em São Paulo, além de R$ 450 milhões para aumentar a capacidade da unidade de Nescafé Dolce Gusto em Montes Claros, Minas Gerais.
Até o momento, a Nestlé não divulgou uma distribuição dos 16 mil cortes por país que permita afirmar quantos postos serão atingidos no Brasil.

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