Trabalhadores dos Correios cruzam os braços em disputa por plano de saúde
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil
Por Diário do Baiano
Trabalhadores mantêm paralisação por tempo indeterminado após negociações do acordo coletivo terminarem sem consenso; estatal afirma que adotou medidas para reduzir impactos nos serviços.
Os trabalhadores dos Correios na Bahia seguem em greve por tempo indeterminado após a categoria rejeitar a proposta apresentada nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027. A paralisação começou às 22h de quinta-feira (10) e integra uma mobilização nacional.
Na Bahia, a decisão foi aprovada em assembleia dos trabalhadores. Entre os principais pontos de divergência estão o plano de saúde, a recomposição salarial, a gratificação adicional de férias e as medidas previstas no processo de reestruturação da estatal.
O plano de saúde se tornou um dos principais focos do impasse. As entidades sindicais contestam mudanças propostas pela direção dos Correios no modelo de assistência destinado a empregados, aposentados e dependentes.
Categoria questiona mudanças no plano de saúde
Durante as negociações, representantes dos trabalhadores criticaram a proposta de alteração da condição dos Correios como mantenedores do atual modelo de assistência à saúde.
Segundo as entidades sindicais, a mudança poderia modificar a forma de custeio e ampliar despesas para os beneficiários. A categoria defende a preservação de um plano considerado acessível para trabalhadores da ativa, aposentados e seus dependentes.
A mobilização também cobra a manutenção da gratificação adicional de 70% nas férias, além da preservação de empregos, da rede de atendimento e de outros direitos previstos em acordo coletivo.
Os sindicatos também se posicionam contra pontos do plano de reestruturação da empresa, como fechamento de unidades, redução de postos de trabalho e alienação de imóveis.
Correios afirmam que proposta preservava maioria das cláusulas
Os Correios afirmam que a proposta apresentada aos trabalhadores contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente. Segundo a estatal, também foi oferecido reajuste equivalente a 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) sobre salários e benefícios, com vigência a partir de 1º de agosto, além da manutenção da assistência à saúde.
Após o fracasso das tentativas de conciliação, a empresa levou o conflito ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) por meio de dissídio coletivo.
Para diminuir os impactos da greve, os Correios informaram que acionaram um Plano de Continuidade de Negócios, com remanejamento de equipes e reforço das atividades operacionais.
Na Bahia, a representação sindical informou que a paralisação afeta atendimento, distribuição de correspondências e entrega de encomendas. A duração do movimento dependerá dos próximos desdobramentos das negociações entre trabalhadores e empresa.

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