Chuvas deixam mais de 54 mil afetados no RS e mantêm Sul sob risco de novas cheias
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Por Diário do Baiano
Temporais provocaram inundações, alagamentos, deslizamentos e danos a milhares de residências, enquanto novas áreas de instabilidade avançam pela região.
As fortes chuvas que atingem a Região Sul continuam provocando impactos à população e mantendo autoridades em alerta para novas inundações, enxurradas e deslizamentos. O Rio Grande do Sul concentra, até o momento, o maior número de ocorrências e de moradores atingidos.
De acordo com o balanço mais recente da Defesa Civil gaúcha, atualizado até as 17h de terça-feira (29), mais de 54 mil pessoas foram afetadas pelas condições meteorológicas adversas registradas desde sexta-feira (25).
Foram contabilizadas 146 ocorrências em 128 municípios. Desse total, 111 cidades informaram feridos ou danos materiais. Quatro pessoas ficaram feridas, sendo duas em Pontão, uma em Alegrete e outra em Capão do Cipó.
Mais de 6 mil moradores precisaram deixar temporariamente suas casas, e mais de 8 mil residências sofreram danos. Até o balanço divulgado, não havia registro de mortes ou desaparecidos relacionados ao episódio.
Rios mantêm áreas do Rio Grande do Sul em atenção
As ocorrências registradas no estado envolvem chuva intensa, granizo, vendavais, inundações, alagamentos, deslizamentos e corridas de massa.
O Cemaden mantém alta possibilidade de eventos hidrológicos nesta quarta-feira (30) em áreas das regiões de Uruguaiana e Santa Cruz do Sul-Lajeado, em razão da propagação de ondas de cheia nas bacias dos rios Quaraí, Santa Maria e Taquari.
A Defesa Civil gaúcha já havia alertado para risco de inundação em diferentes cursos d’água, entre eles os rios Quaraí, Ibirapuitã, Santa Maria, Ibicuí, Vacacaí, São Sepé, Jacuí, Taquari e Caí.
O Instituto Nacional de Meteorologia prevê que os maiores acumulados de chuva desta semana no país ocorram justamente na Região Sul. Na faixa central do Rio Grande do Sul, os volumes podem atingir 200 milímetros até domingo (5). Em partes de Santa Catarina, Paraná e de outras áreas gaúchas, os acumulados podem chegar a 150 milímetros.
Frente fria mantém instabilidade em Santa Catarina e no Paraná
Nesta quarta-feira, a formação de um ciclone extratropical sobre o oceano, entre a costa do Uruguai e do Sul do Brasil, continua influenciando as condições meteorológicas.
Segundo o Inmet, o sistema ganha intensidade à medida que se afasta do continente. Mesmo sobre o oceano, o ciclone contribui para o avanço de uma frente fria, mantendo condições para chuva, trovoadas, rajadas de vento e eventual queda de granizo principalmente no Paraná, além de áreas de outras regiões do país.
Em Santa Catarina, as condições também permanecem instáveis. A Defesa Civil estadual alertou para risco de destelhamentos, queda de árvores e galhos, danos à rede elétrica, granizo, alagamentos e enxurradas em diferentes regiões.
No Paraná, o Cemaden aponta alta possibilidade de eventos hidrológicos na região de Foz do Iguaçu nesta quarta-feira. Pancadas de forte intensidade podem provocar enxurradas urbanas e extravasamento de córregos e canais.
Na terça-feira, um forte temporal atingiu Umuarama, no noroeste paranaense. Rajadas de vento provocaram danos e o desabamento de parte de uma estrutura em um clube deixou uma pessoa morta e outra ferida.
A orientação dos órgãos de Defesa Civil é para que moradores evitem atravessar ruas alagadas ou pontes submersas, procurem abrigo durante tempestades com raios e ventos fortes e acompanhem os alertas oficiais, principalmente em áreas próximas a rios e encostas.

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