Novo reajuste do gás pressiona orçamento das famílias baianas
Foto: Ilustração / IA
Por Diário do Baiano
Alta de 17,5% aplicada pela Refinaria de Mataripe às distribuidoras entrou em vigor no domingo (1º). Revendedores estimam acréscimo de até R$ 15 no botijão de 13 quilos.
O gás de cozinha começou novembro mais caro na Bahia. A Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, reajustou em 17,5% o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido às distribuidoras, com vigência a partir de domingo (1º de novembro). A mudança deverá chegar às revendas e aumentar os gastos das famílias que utilizam o produto diariamente.
Segundo estimativas do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (SindRevGás), o botijão de 13 quilos poderá ficar entre R$ 12 e R$ 15 mais caro para o consumidor. O valor efetivamente cobrado dependerá dos custos de distribuição, transporte e comercialização de cada estabelecimento.
Com o reajuste, o preço da tonelada de GLP comercializada pela refinaria passou de R$ 3.971,60 para R$ 4.664,90, uma diferença de R$ 693,30. O percentual de 17,5% corresponde à alteração no preço de venda às distribuidoras, não a um aumento obrigatório da mesma proporção nas revendas.
Preços já apresentavam grande diferença entre estabelecimentos
Antes da entrada em vigor do novo reajuste, o preço do botijão de 13 quilos variava consideravelmente na capital baiana.
Um levantamento da plataforma Preço da Hora Bahia, realizado no sábado (31 de outubro), identificou valores entre R$ 90 e R$ 170 em estabelecimentos de Salvador. A diferença de R$ 80 demonstra a importância da comparação de preços antes da compra.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referentes à semana de 18 a 24 de outubro, apontavam preço médio de R$ 116,38 para o botijão na Bahia. Em Salvador, a média era de R$ 119,90.
Esses números são anteriores ao reajuste anunciado para novembro e não representam os novos valores praticados pelos revendedores.
O presidente do SindRevGás, Robério Souza, classificou a alta como a maior aplicada individualmente desde que a Acelen assumiu a operação da Refinaria de Mataripe, em dezembro de 2021.
Refinaria atribui reajuste às condições do mercado
Em nota, a Acelen informou que sua política de preços considera fatores como as cotações internacionais do petróleo, a variação cambial e os custos de frete. Segundo a empresa, esses componentes podem provocar tanto aumentos quanto reduções no valor dos combustíveis comercializados pela refinaria.
O reajuste de novembro ocorre após outras alterações registradas ao longo de 2026. Em abril, houve aumento de 15,2%; em junho, de 9,59%; e, em outubro, uma nova elevação de aproximadamente 9%. Também foram registradas reduções em determinados meses do ano.
De acordo com informações do setor de revenda, a alteração anunciada para novembro é a sétima alta de preços registrada em 2026.
O novo aumento atinge um produto essencial ao orçamento doméstico, especialmente entre famílias de menor renda. Além do uso residencial, o GLP também é utilizado por pequenos estabelecimentos comerciais, como restaurantes, lanchonetes e serviços de alimentação.
Para os consumidores, a recomendação é pesquisar os preços antes de comprar, considerando também eventuais taxas de entrega. A plataforma Preço da Hora Bahia permite consultar valores informados por estabelecimentos comerciais e comparar ofertas disponíveis em diferentes localidades.

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