Chikungunya avança e cidade baiana concentra índice mais de 40 vezes acima da média
Crédito: Imagem: Sameer Neamah Mahdi | Shutterstock
Por Diário do Baiano
Estado já registra mais de 8 mil casos prováveis da doença em 2026; município lidera o coeficiente de incidência entre as cidades baianas.
A chikungunya apresenta forte avanço na Bahia em 2026, com 8.117 casos prováveis registrados entre 4 de janeiro e 10 de agosto. O número representa crescimento de 310,8% em comparação com o mesmo período de 2025, quando haviam sido contabilizados 1.976 casos.
O cenário chama ainda mais atenção em Alagoinhas. O município apresenta coeficiente de 2.340,63 casos por 100 mil habitantes, o maior registrado no estado. A taxa é aproximadamente 43 vezes superior à média da Bahia, atualmente em 54,6 casos por 100 mil habitantes.
A situação na cidade já vinha sendo acompanhada pelas autoridades municipais. Em boletim divulgado no início de junho, referente ao período de janeiro a 31 de maio, a Secretaria Municipal de Saúde informou 1.052 casos confirmados de chikungunya em Alagoinhas. Naquele momento, o município somava 2.584 notificações de arboviroses, incluindo também dengue e zika.
Doença já alcança 188 municípios
Os registros de chikungunya estão distribuídos por 188 municípios baianos, sendo que 18 apresentam incidência igual ou superior a 100 casos por 100 mil habitantes. Depois de Alagoinhas, aparecem entre os maiores coeficientes Rio Real, com 895,42; Muritiba, com 878,06; Teodoro Sampaio, com 535,71; e Aramari, com 484,86 casos por 100 mil habitantes.
Também aparecem entre os municípios com índices elevados Queimadas, Catu, Santo Estêvão, São Félix, Conde e Pojuca. A Câmara Técnica Estadual de Análise de Óbitos já confirmou uma morte por chikungunya na Bahia em 2026.
O crescimento da chikungunya contrasta com o comportamento da dengue. Até o mesmo período, a Bahia contabilizava 20.980 casos prováveis de dengue, redução de 19,9% em relação aos 26.179 registrados no período equivalente de 2025. Já a zika chegou a 284 casos prováveis, aumento de 19,8%.
Combate ao mosquito continua sendo principal prevenção
A chikungunya é transmitida principalmente pelo Aedes aegypti, mosquito que também transmite dengue e zika. Entre os sintomas estão febre, dores intensas nas articulações, dores musculares, dor de cabeça e manchas na pele. Em alguns pacientes, principalmente as dores articulares podem permanecer por semanas ou meses após a fase aguda.
A prevenção depende principalmente da eliminação dos criadouros do mosquito. Recipientes capazes de acumular água, caixas-d’água destampadas, pneus, vasos, garrafas e outros objetos devem ser inspecionados regularmente. Pessoas com sintomas compatíveis com a doença devem procurar atendimento de saúde e evitar a automedicação.

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