Justiça converte em preventivas prisões de investigados por ataque que matou torcedor
Foto: Reprodução
Por Diário do Baiano
Seis homens são investigados pela morte de José Alexandre Souza Borges e por tentativas de homicídio contra outras quatro pessoas em Salvador.
A Justiça da Bahia converteu em preventivas as prisões de seis homens investigados pelo ataque que terminou com a morte do torcedor do Bahia José Alexandre Souza Borges, de 28 anos. A decisão foi tomada nesta terça-feira (25), durante audiências de custódia realizadas pela 1ª Vara das Garantias da Capital, após manifestação favorável do Ministério Público da Bahia (MPBA).
O crime ocorreu no domingo (23), na região da Avenida 29 de Março, em Salvador, horas antes do clássico entre Vitória e Bahia. Além de José Alexandre, outras quatro pessoas foram vítimas de tentativa de homicídio.
Justiça aponta indícios e gravidade do ataque
Segundo a decisão judicial, há indícios considerados suficientes para justificar a prisão preventiva. A Justiça avaliou que o episódio não teria sido um tumulto ocasional, mas uma ação previamente organizada, na qual veículos teriam sido utilizados para bloquear a passagem das vítimas antes do ataque.
O laudo cadavérico apontou que José Alexandre sofreu nove perfurações provocadas por arma branca — seis nas costas e três na cabeça — além de afundamento na região frontal do crânio.
Os seis investigados foram autuados em flagrante por homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio contra outras quatro pessoas, posse de artefato explosivo e promoção de tumulto. No momento das prisões, foram apreendidos objetos como facas, soqueiras, foguetes e artefatos explosivos artesanais. Alguns dos detidos apresentavam vestígios aparentes de sangue nas roupas.
Sétima prisão também foi convertida em preventiva
Além dos seis investigados pelo ataque que matou José Alexandre, um sétimo homem, detido em outra ocorrência relacionada aos episódios de violência entre torcidas registrados antes do Ba-Vi, também teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Ele havia sido preso no bairro do Lobato com explosivo artesanal e outros objetos.
De acordo com o Ministério Público da Bahia, a manutenção das prisões foi defendida diante da gravidade dos fatos e da necessidade de garantia da ordem pública e preservação das investigações.
A apuração busca individualizar a participação de cada investigado no ataque e esclarecer completamente a sequência de episódios violentos registrada na capital baiana.

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