Megaoperação contra o crime organizado prende 21 pessoas e bloqueia mais de R$ 12 milhões
Crédito: Divulgação/SSP-BA
Por Diário do Baiano
Ação atingiu Salvador e outras oito cidades baianas e teve como alvo grupo investigado por tráfico de drogas, homicídios, extorsão e lavagem de dinheiro.
Uma megaoperação contra o crime organizado prendeu 21 pessoas na Bahia na quarta-feira (16), durante uma ofensiva realizada simultaneamente em quatro estados. A ação teve como alvo uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e crimes relacionados a armas de fogo.
Batizada de Eirene II, a operação foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA). Ao todo, a Justiça expediu 102 mandados judiciais, sendo 45 de prisão preventiva e 57 de busca e apreensão.
As ordens foram expedidas pela Justiça da Comarca de Jequié. Além das medidas contra os investigados, foi determinada a restrição de mais de R$ 12 milhões em ativos financeiros e outros bens vinculados ao grupo.
Jequié concentrou maior número de prisões
A investigação aponta que a organização criminosa atuava principalmente na região de Jequié e em municípios próximos. Na Bahia, os mandados alcançaram Jequié, Vitória da Conquista, Serrinha, Mutuípe, Laje, Ilhéus, Itapetinga, Salvador e Brumado.
Jequié concentrou o maior número de prisões no estado, com nove pessoas detidas. Também foram realizadas seis prisões em Vitória da Conquista, duas em Serrinha e prisões em outros municípios alcançados pela operação.
As ações também ocorreram em São Paulo, Minas Gerais e Goiás. O balanço divulgado pelas forças de segurança apontou 33 prisões nos quatro estados.
Operação fez parte de ofensiva nacional
A Eirene II integrou a Operação Força Integrada IV, mobilização coordenada pela Polícia Federal que reuniu 20 bases das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado em 19 estados.
Em todo o país, foram expedidos 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão. As decisões judiciais determinaram ainda bloqueios, sequestros e outras restrições patrimoniais superiores a R$ 508 milhões, incluindo imóveis, veículos, ativos financeiros e outros bens relacionados aos grupos investigados.
Na Bahia, participaram da ofensiva integrantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Secretaria da Segurança Pública.
As investigações relacionadas à Eirene II apontam para crimes de tráfico de drogas, posse e porte ilegal de armas de fogo, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e outros delitos violentos atribuídos ao grupo investigado.

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