Pelourinho recebe 330 mil pessoas e Flipelô encerra edição histórica em Salvador
Foto: Divulgação | Guilherme Weber de Lima/Fundação Casa de Jorge Amado
Por Diário do Baiano
Décima edição da festa literária registrou o maior público desde sua criação, reuniu mais de 500 escritores e movimentou durante cinco dias o Centro Histórico da capital baiana.
A Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) encerrou sua edição de 2026 com um número histórico. Mais de 330 mil pessoas passaram pelo Centro Histórico de Salvador durante os cinco dias de programação, estabelecendo o maior público já registrado pelo evento desde sua criação.
Realizada entre 5 e 9 de agosto, a décima edição ocupou ruas, largos, museus e outros equipamentos culturais do Pelourinho com uma programação totalmente gratuita. O evento é realizado pela Fundação Casa de Jorge Amado.
O resultado ganha dimensão especial por coincidir com duas datas importantes: os 10 anos da Flipelô e os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado.
Mais de 500 escritores participaram da festa
Ao longo da programação, a Flipelô reuniu mais de 500 escritores brasileiros, além de nove convidados internacionais de cinco países: Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha e Sri Lanka.
Entre os nomes que participaram da edição estiveram Carla Madeira, Ana Maria Gonçalves, Aline Bei, Aline Motta, Eliana Alves Cruz, Bárbara Carine, Milton Hatoum, Tiganá Santana, Gregório Duvivier e Bráulio Bessa.
A programação não ficou restrita aos encontros literários. Música, exposições, atividades infantis, gastronomia, manifestações culturais e ações educativas ajudaram a espalhar a festa por diferentes pontos do Centro Histórico.
A edição deste ano prestou homenagem à poeta e escritora baiana Myriam Fraga, que teve sua trajetória e produção literária presentes em diferentes atividades. O artista plástico Calasans Neto também foi celebrado na programação.
Museus, restaurantes e espaços culturais entraram na programação
A movimentação chegou também aos museus do Centro Histórico. A Rota dos Museus ofereceu entrada gratuita em equipamentos como a Fundação Casa de Jorge Amado, Museu da Misericórdia, Museu do Mar Aleixo Belov, Casa do Benin, Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), Museu Eugênio Teixeira Leal e Casa do Carnaval.
Na gastronomia, 46 restaurantes participaram da Rota Gastronômica Amados Sabores, que nesta edição teve como tema “A Poesia de Myriam Fraga”. Os estabelecimentos criaram pratos e sobremesas inspirados em títulos de poemas da escritora.
O Terreiro de Jesus também recebeu a Feira da Sé e o Espaço Sustentabilidade, enquanto escolas públicas e privadas participaram das atividades educativas realizadas durante a festa.
Recorde também movimentou o Centro Histórico
Além do resultado cultural, a presença de mais de 330 mil pessoas teve reflexos na movimentação do Pelourinho e de outras áreas do Centro Histórico, alcançando comerciantes, restaurantes, museus, equipamentos culturais e trabalhadores ligados às atividades realizadas durante o evento.
A presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, Angela Fraga, classificou a edição como histórica e destacou a presença de leitores, estudantes, escritores, artistas e famílias no Pelourinho. Segundo ela, um dos objetivos da Flipelô é justamente fortalecer o território onde a festa nasceu e é realizada.
A programação gratuita permanece como uma das principais características do evento. Mesas literárias, conferências e demais atividades são abertas ao público, dentro da proposta de ampliar o acesso à literatura e à cultura.
Criada em Salvador, a Flipelô chega aos dez anos consolidada no calendário cultural da Bahia. O recorde registrado em 2026 reforça também o papel do Pelourinho como espaço de literatura, arte, memória e manifestações da cultura baiana.

Casa do Benin renasce no Pelourinho e volta a receber visitantes durante a Flipelô
Flipelô 2026 abre programação em Salvador e transforma o Pelourinho na capital da literatura
Flipelô divulga programação com mais de 500 escritores