Pai de aluno e diretora são indiciados por morte de adolescente vítima de injúria e ameaça em escola
A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura a morte da adolescente, em Ilhéus, no sul da Bahia. O relatório, datado da última quinta-feira (7), indicia um homem e três funcionárias do Colégio Status, onde a jovem estudava.
As três indiciadas são a diretora do colégio, Gildelina Reis Nascimento, a coordenadora Deborah Tavares Santos e a psicóloga da instituição, Silvania dos Santos Nascimento. O homem indiciado por ameaça e constrangimento ilegal é o pai do estudante suspeito de perseguir Maria Eduarda.
A jovem morreu na noite do dia 11 de junho de 2025. Em seus últimos momentos de vida, ela chegou a relatar a uma testemunha que enfrentava problemas no colégio que haviam lhe causado desgaste emocional.
Em seu relato, ela contou que não conhecia previamente a jovem e que ela vestia o uniforme do Colégio Status no momento em que atentou contra a própria vida. Enquanto conversavam, Maria teria dito “que tinha um problema na escola”, “que havia um aluno que ficava alisando e passando a mão nela”, “que ele ficava na porta do banheiro feminino esperando ela sair e que não adiantava pedir para ele parar com aquilo”, além de afirmar “que também tinha problemas em casa”.
Além da situação envolvendo a importunação, as investigações da 1ª Delegacia Territorial de Ilhéus apontam que Gildelina teria discriminado a jovem em razão de sua sexualidade, visto que Maria Eduarda era assumidamente bissexual, além de outros estudantes homossexuais e negros. A diretora foi indiciada por instigação ao suicídio, injúria racial, racismo, ameaça, injúria e constrangimento ilegal.