Morte de magistrado em carro incendiado mobiliza investigação no interior paulista
Foto: Reprodução Redes Sociais
Por Diário do Baiano
Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, foi localizado parcialmente carbonizado em uma estrada rural; perícia encontrou um galão com odor de gasolina dentro do veículo.
O juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, foi encontrado morto na noite de quarta-feira (7) dentro de um carro em chamas na zona rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. O corpo estava no banco do motorista e parcialmente carbonizado.
O caso foi registrado como morte suspeita, e a Polícia Civil instaurou uma investigação para esclarecer o que aconteceu. Até as informações divulgadas em 8 de outubro, a causa da morte não havia sido oficialmente determinada.
Perícia encontra galão com odor de gasolina
O veículo foi localizado na Estrada de Terra Euclides Dotta, na região da Fazenda Aliança. Um trabalhador que passava pelo local com uma retroescavadeira tentou conter as chamas lançando terra sobre o automóvel. Após o atendimento das equipes de emergência e a extinção do fogo, foi constatada a presença do corpo.
Durante a perícia inicial, foi encontrado um galão com forte odor de gasolina próximo aos pedais do motorista. Segundo informações do registro policial divulgadas pela imprensa, não foram identificados sinais aparentes de agressão nem ferimentos que indicassem o uso de arma de fogo ou arma branca.
O magistrado foi identificado por uma tatuagem no lado esquerdo do abdômen e pela conferência dos documentos pessoais encontrados no veículo. A carteira e a aliança permaneceram no carro, e não foram constatados indícios de subtração de objetos.
Esses elementos, isoladamente, não esclarecem como ocorreu a morte. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para exame necroscópico.
Magistrado atuava na comarca de Mococa
Gustavo de Castro Campos era titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa. Nascido em Mogi das Cruzes, em 1981, formou-se em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas e ingressou na magistratura paulista em 2014. Também atuou na comarca de Tambaú.
O Tribunal de Justiça de São Paulo divulgou nota de pesar e manifestou solidariedade aos familiares e amigos do juiz. A Prefeitura de Mococa também anunciou luto oficial de três dias.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista. As autoridades solicitaram exames periciais e apuram as circunstâncias da ocorrência. Até a última atualização das informações consultadas, não havia conclusão oficial sobre a causa da morte.

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