DNIT descobre por que trecho da BR-324 voltou a ceder
Foto: Divulgação
Por Diário do Baiano
Água circulando pelo interior do aterro provocou perda de material e comprometeu a sustentação da pista no km 604, em Simões Filho.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou nesta terça-feira (18) que identificou a causa dos sucessivos abatimentos registrados no km 604 da BR-324, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, e definiu a solução técnica para recuperar o trecho.
Após sondagens, estudos geofísicos, inspeções e testes, os técnicos concluíram que a água estava circulando pelo interior do aterro da rodovia e carregando parte do material que sustenta a pista.
A movimentação desse material provocou a formação de vazios dentro da estrutura. Com a perda de sustentação em determinados pontos, ocorreram os abatimentos que atingiram o pavimento e provocaram sucessivas intervenções no local.
Novo sistema de drenagem
A solução definida pelo DNIT será executada em duas frentes. A primeira prevê a construção de um novo bueiro para conduzir a água de maneira controlada e impedir que ela continue comprometendo o aterro.
O novo dispositivo deverá ser construído por método não destrutivo, técnica que permite realizar o serviço subterrâneo reduzindo a necessidade de grandes intervenções sobre a pista e, consequentemente, os impactos no tráfego da BR-324.
Depois que a nova estrutura entrar em funcionamento, o bueiro atualmente existente será desativado e tamponado.
Vazios serão preenchidos
A segunda etapa será direcionada à recuperação do aterro. O DNIT prevê a realização de injeções de material cimentício nos vazios encontrados durante os estudos.
O procedimento deverá preencher os espaços internos e reforçar os pontos que perderam resistência, recuperando a estabilidade da estrutura que sustenta a rodovia.
Durante as investigações realizadas nas últimas semanas, o DNIT também identificou no local uma galeria subterrânea de aproximadamente 180 metros de extensão e situada a cerca de 22 metros de profundidade. A estrutura foi inspecionada inclusive com a utilização de robôs.
Obras ainda serão contratadas
Apesar de a solução técnica já estar definida, a intervenção definitiva ainda não começou. O DNIT está na fase de contratação dos serviços necessários para execução das obras.
Enquanto isso, o departamento informou que continuará monitorando permanentemente o trecho e adotando as medidas necessárias para preservar a segurança dos usuários e a circulação de veículos.
O afundamento na BR-324 provocou interdições e alterações no trânsito de uma das principais ligações rodoviárias da Bahia. O trecho chegou a receber reparos emergenciais, mas voltou a apresentar problemas, levando o DNIT a aprofundar os estudos para identificar a origem da falha.

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