Mais de 3 mil inquéritos sobre violência contra mulheres são enviados à Justiça na Bahia
Foto: Géssica Fontana / GOVBA
Por Diário do Baiano
Segunda fase da mobilização da Polícia Civil acelera investigações de ameaça, injúria, lesão corporal e tentativa de feminicídio.
A segunda fase da Operação Por Elas alcançou 3.208 inquéritos policiais relacionados à violência contra a mulher remetidos à Justiça na Bahia. O balanço parcial foi divulgado na terça-feira (22) pela Polícia Civil, durante uma mobilização voltada à conclusão de investigações e ao encaminhamento dos procedimentos ao Poder Judiciário.
A ação mobilizou 322 unidades policiais de Salvador, Região Metropolitana e interior do estado. Participam Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), Núcleos Especiais de Atendimento à Mulher (Neams), delegacias territoriais e outras unidades responsáveis pela apuração dos casos.
Entre os crimes investigados estão ameaça, injúria, lesão corporal e tentativa de feminicídio. Muitos dos inquéritos são recentes e foram instaurados ao longo de 2026.
Delegacias concentram centenas de procedimentos
Entre as unidades com maior quantidade de inquéritos remetidos à Justiça estão as Deams de Vitória da Conquista, com 270 procedimentos; Feira de Santana, com 250; Brotas, em Salvador, com 224; Periperi, também na capital, com 208; e Juazeiro, com 116.
Em Salvador, equipes acompanharam os resultados da operação no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
Segundo a diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis, delegada Juliana Fontes, o objetivo é dar andamento aos procedimentos, concluir as investigações e garantir que as denúncias recebam tratamento adequado.
Primeira fase encaminhou 1.258 investigados
A primeira fase da Operação Por Elas ocorreu em agosto e contabilizou 1.258 investigados encaminhados à Justiça. A nova mobilização ampliou o alcance da iniciativa e passou a reunir procedimentos de unidades policiais de diferentes regiões da Bahia.
A estratégia busca acelerar a resposta policial aos casos de violência contra mulheres e impedir a escalada de agressões que possam resultar em crimes mais graves, inclusive feminicídios.
O encaminhamento de um inquérito à Justiça não representa condenação. Os procedimentos seguem para análise das autoridades competentes e eventual responsabilização depende da tramitação judicial de cada caso.
Em situações de agressão ou risco imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. O Ligue 180 funciona como canal nacional para orientação, acolhimento e denúncias de violência contra a mulher.

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