Falha em equipamento de trabalho termina em morte em prédio de São Paulo
Crédito: Reprodução/TV Globo
Por Diário do Baiano
Trabalhador de 33 anos limpava janelas no 42º andar quando a cadeira suspensa despencou. Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.
Um trabalhador de 33 anos morreu após sofrer uma queda durante a limpeza das janelas de um edifício de 42 andares, na tarde de sexta-feira (30), na região central de São Paulo. A vítima, identificada como Douglas Batista da Silva Lima, realizava o serviço na parte residencial do prédio, localizado na Rua Maria Paula, no bairro da Bela Vista.
Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), uma testemunha relatou que a cadeira suspensa utilizada pelo funcionário entrou em queda livre e atingiu um parapeito do edifício. Com o impacto, Douglas foi lançado para fora do equipamento e caiu na área de lazer do 19º andar, nas proximidades de uma piscina.
O acidente aconteceu por volta das 14h, enquanto Douglas trabalhava na limpeza da fachada com outros dois funcionários, entre eles seu irmão.
Irmão tentou socorrer a vítima
De acordo com o boletim de ocorrência, o irmão de Douglas presenciou os momentos posteriores à queda e tentou prestar socorro. Outros funcionários acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o trabalhador não resistiu aos ferimentos.
As equipes médicas constataram a morte ainda no local. Policiais militares também foram mobilizados para atender à ocorrência e preservar a área para os procedimentos periciais.
Durante a inspeção inicial, os agentes encontraram a cadeira suspensa na altura do 22º andar. O registro policial aponta que a fita do equipamento de segurança estava rompida.
A constatação, entretanto, não estabelece por si só a causa do acidente. A investigação deverá esclarecer o que provocou a queda e em que circunstâncias ocorreu o rompimento.
Polícia solicita perícia para esclarecer acidente
A ocorrência foi registrada como morte acidental no 8º Distrito Policial, localizado no Brás, na capital paulista.
A Polícia Civil requisitou exames ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML). Os procedimentos deverão contribuir para a reconstrução da dinâmica do acidente e para a identificação de eventuais falhas nos equipamentos utilizados durante o serviço.
O trabalho realizado por Douglas envolvia atividade em altura, que exige medidas específicas de proteção contra quedas, inspeção de equipamentos e procedimentos de segurança.
Até a divulgação das informações consultadas, não havia conclusão pericial sobre as causas do acidente nem confirmação de eventual responsabilidade de terceiros.

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