Mobilizações pelo país levam às ruas cobranças por direitos sociais e combate à violência
Paulo Pinto/Agência Brasil
Por Diário do Baiano
32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas teve manifestações em mais de 50 cidades nesta segunda-feira (7); em Salvador, participantes saíram do Campo Grande em direção à Praça Castro Alves.
Movimentos sociais, pastorais, sindicatos e organizações populares realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas. Segundo os organizadores, marchas e atos ocorreram em mais de 50 cidades, distribuídas pelas cinco regiões do Brasil.
A mobilização deste ano manteve como tema permanente “Vida em Primeiro Lugar!” e adotou o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”.
Entre as principais reivindicações estiveram moradia digna, reforma agrária, educação pública de qualidade, fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), fim da escala de trabalho 6×1 e enfrentamento ao feminicídio e a outras formas de violência contra as mulheres. Os atos também defenderam o combate ao racismo e à LGBTfobia.
Em Salvador, caminhada saiu do Campo Grande
Na capital baiana, a programação teve concentração às 9h, na Praça do Campo Grande. De lá, os participantes seguiram em caminhada até a Praça Castro Alves. A mobilização reuniu movimentos sociais e populares, pastorais, sindicatos, entidades e outros grupos ligados à defesa de direitos sociais.
Terra, paz, moradia, soberania e proteção à vida das mulheres estiveram entre os eixos da manifestação em Salvador. A mobilização também chamou atenção para desigualdades, violações de direitos e dificuldades de acesso a direitos fundamentais.
Realizado tradicionalmente no Dia da Independência, o Grito propõe uma reflexão sobre o significado da liberdade e da independência para parcelas da população que ainda enfrentam exclusão social. A iniciativa surgiu em 1995, durante o processo da 2ª Semana Social Brasileira, e passou a ser realizada anualmente em torno do 7 de Setembro.
Atos ocorreram nas cinco regiões do Brasil
Em São Paulo, manifestantes percorreram ruas da região central e encerraram a programação com uma missa na Catedral da Sé dedicada à população em situação de rua. Moradia digna e defesa da democracia estiveram entre as pautas apresentadas.
No Rio de Janeiro, participantes caminharam pela Avenida Presidente Vargas após o desfile cívico-militar. Entre as reivindicações estavam moradia, fim da escala 6×1, soberania nacional e defesa da democracia. Em Brasília, questões ambientais e sociais também integraram as manifestações.
As mobilizações desta segunda-feira deram continuidade a uma tradição iniciada há mais de três décadas, utilizando o feriado da Independência para dar visibilidade a reivindicações relacionadas à redução das desigualdades e à garantia de direitos.

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