Patrimônio dos presidenciáveis revela diferença bilionária entre candidatos
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Por Diário do Baiano
Declarações entregues à Justiça Eleitoral revelam grande diferença entre os bens informados; maior valor pertence a Pablo Marçal, cujo pedido de candidatura ainda será analisado
As declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral pelos postulantes à Presidência da República nas Eleições 2026 revelam patrimônios que variam de R$ 33 mil a R$ 7,4 bilhões entre aqueles que informaram possuir bens. Os dados estão disponíveis no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O maior valor informado é o de Pablo Marçal (PRTB), que apresentou no sábado (15) pedido de registro de candidatura e declarou patrimônio de aproximadamente R$ 7,418 bilhões. O empresário conseguiu uma decisão liminar que possibilitou seu retorno ao PRTB e o registro da chapa, mas sua situação eleitoral ainda depende da análise da Justiça Eleitoral diante de decisões anteriores de inelegibilidade.
Sem considerar Marçal, cujo pedido envolve essa disputa jurídica, o maior patrimônio entre os demais presidenciáveis é o do escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante): R$ 242.281.162,52. Em seguida aparece Romeu Zema (Novo), com R$ 178.707.610,09.
Caiado e Grassi superam R$ 50 milhões
O candidato Ronaldo Caiado (PSD) informou patrimônio de R$ 52.557.930,98, enquanto Wilson Grassi (Democrata) declarou exatamente R$ 50 milhões.
Na sequência aparecem valores consideravelmente menores. Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 8.186.555,83, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou R$ 4.775.650,64 em bens.
A candidata Clariana Barão (DC) apresentou patrimônio de R$ 1.820.760,17. Renan Santos (Missão) declarou R$ 795.089, e Edmilson Costa (PCB), R$ 454.485,68.
Entre os candidatos que declararam patrimônio, o menor valor é o de Samara Martins (UP): R$ 33 mil. O montante corresponde a um Fiat Uno Vivace 2016 avaliado em R$ 29 mil e R$ 4 mil depositados em caderneta de poupança.
Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) aparecem sem bens declarados à Justiça Eleitoral.
Declarações ficam disponíveis ao eleitor
A apresentação da declaração patrimonial faz parte do processo de registro das candidaturas. Os dados fornecidos pelos candidatos são públicos e podem ser consultados pelo eleitor no DivulgaCandContas, plataforma oficial mantida pelo TSE.
Os valores representam os bens declarados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e não correspondem necessariamente a dinheiro disponível em contas bancárias. As declarações podem reunir imóveis, veículos, investimentos, participações societárias, aplicações financeiras, créditos e outros ativos.
No caso de Marçal, a inclusão do patrimônio bilionário modifica significativamente o quadro divulgado antes do encerramento do prazo para registro. Reportagens publicadas anteriormente apontavam uma variação de R$ 33 mil a R$ 242,2 milhões porque ainda não contabilizavam o pedido apresentado pelo empresário no último dia do prazo.
A apresentação do pedido de registro também não significa que uma candidatura esteja definitivamente autorizada. Cabe à Justiça Eleitoral analisar a documentação, as condições de elegibilidade e eventuais impugnações antes de decidir pelo deferimento ou indeferimento.

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