Reajuste salarial e mudança no plano de saúde marcam fim da greve dos Correios
Foto: Reprodução Agência Brasil
Por Diário do Baiano
Trabalhadores retornam às atividades nesta sexta-feira (25) após decisão do TST, que também autorizou a compensação dos dias parados
A greve nacional dos trabalhadores dos Correios chega ao fim nesta sexta-feira (25), após decisão do Tribunal Superior do Trabalho que determinou o retorno da categoria às atividades e estabeleceu as condições do dissídio coletivo.
O tribunal fixou reajuste salarial de 4,09%, com efeito retroativo a 1º de agosto. O mesmo índice alcança parcelas de natureza salarial e benefícios como vale-refeição e alimentação, vale-transporte, reembolso-creche, reembolso-babá e auxílio destinado a empregados e dependentes com deficiência.
A paralisação começou em 10 de setembro, depois que as negociações da campanha salarial terminaram sem acordo. Um dos principais pontos de divergência entre a empresa e os trabalhadores era o modelo de assistência à saúde.
Plano de saúde terá novo modelo
Pela decisão, os Correios deixarão de atuar como mantenedores do plano de saúde. A empresa deverá oferecer subsídio para um Benefício de Assistência à Saúde de adesão facultativa, conforme regras que serão estabelecidas para o novo modelo.
A mudança não será imediata. Até que o novo formato seja implementado, permanecem válidas as condições do atual Plano Correios Saúde II.
Durante as negociações, as entidades sindicais se posicionaram contra a alteração da condição da empresa no custeio da assistência médica, enquanto os Correios defendiam mudanças como parte das medidas para reduzir despesas.
Dias parados serão compensados
O TST decidiu que a greve não foi abusiva e rejeitou o pedido da empresa para que o movimento fosse enquadrado dessa forma. Com isso, os dias de paralisação não serão descontados dos salários.
Os trabalhadores, entretanto, terão de compensar o período. A decisão prevê a realização de mutirões, inclusive em fins de semana, para reduzir o volume de objetos acumulados e normalizar as operações de atendimento, tratamento, transporte e entrega.
O retorno ao trabalho foi determinado para esta sexta-feira. Sindicatos de diferentes estados também realizaram assembleias após o julgamento para formalizar o encerramento da paralisação.

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