Tragédia no Nepal deixa 469 mortos e mais de 1.400 desaparecidos
Crédito: Nepal Red Cross Society/IFRC.
Por Diário do Baiano
Equipes enfrentam lama e destruição em busca de sobreviventes, enquanto transbordamento de lago aumenta o risco de novas inundações na região do Himalaia
Subiu para 469 o número de mortos no Nepal após as inundações devastadoras que atingiram a região do Himalaia, na fronteira com o Tibete, na China. Mais de 1.400 pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de resgate trabalham nesta sexta-feira (28) em meio a grandes áreas cobertas por lama e destroços.
A tragédia começou na quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira provocou uma enorme corrente de água, gelo, rochas e lama que avançou pelos vales da região. Vilarejos foram atingidos, casas desapareceram e estradas, pontes e instalações de geração de energia foram destruídas.
As buscas mobilizam policiais, militares, equipes de emergência e helicópteros. Em alguns pontos, o acesso terrestre foi interrompido pela destruição das estradas, obrigando as operações de retirada de sobreviventes e transporte de ajuda a serem realizadas pelo ar.
Centenas de estrangeiros também estão entre os desaparecidos. A região recebe turistas, montanhistas e peregrinos de vários países, especialmente pessoas que seguem em direção ao Monte Kailash, no Tibete.
Novo risco preocupa autoridades
Além das buscas pelas vítimas, as autoridades enfrentam uma nova ameaça. Um lago formado pelo acúmulo de água e detritos após o desastre começou a transbordar nesta sexta-feira.
Moradores de áreas consideradas vulneráveis foram orientados a deixar as margens dos rios e procurar locais mais seguros diante da possibilidade de uma nova onda de inundação.
O risco chegou a interferir nas operações de resgate em alguns pontos. Autoridades continuam monitorando o comportamento da água e possíveis novos deslizamentos na região montanhosa.
Destruição atinge comunidades inteiras
A força da enxurrada arrastou construções, veículos e estruturas de infraestrutura por quilômetros. Corpos foram encontrados a dezenas de quilômetros das áreas inicialmente atingidas.
A Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho estima que pelo menos 93 mil pessoas tenham sido afetadas e necessitem de assistência. Entre elas estão milhares de crianças.
Escolas e unidades de saúde também foram atingidas, enquanto comunidades permanecem isoladas ou com dificuldades de comunicação.
Especialistas apontam que o desastre foi provocado pelo colapso de uma grande massa de gelo e rochas de uma geleira no Himalaia. As primeiras informações chegaram a levantar a possibilidade de um terremoto, mas análises posteriores indicaram que o próprio colapso glacial produziu o sinal sísmico registrado no momento da tragédia.
Com centenas de pessoas ainda desaparecidas e áreas de difícil acesso, as autoridades admitem que o balanço de vítimas pode continuar mudando à medida que as equipes avançam pelas regiões devastadas.

Tragédia no Himalaia deixa cerca de 1.500 desaparecidos e mobiliza operação de resgate
Terremoto na Colômbia deixa 265 mortos e quase 500 desaparecidos
Terremoto na Colômbia deixa 132 mortos e buscas avançam por milhares de desaparecidos
Terremoto de magnitude 7,4 deixa rastro de destruição e dezenas de mortos na Colômbia
Trump ameaça tarifar Rússia em 100% e exige acordo de paz na Ucrânia
Atacante do Liverpool, Diogo Jota morre em acidente de carro na Espanha aos 28 anos