Tragédia no Himalaia deixa cerca de 1.500 desaparecidos e mobiliza operação de resgate
Crédito: Ani via Reuters
Por Diário do Baiano
Enchentes repentinas provocadas por um gigantesco fluxo de lama, rochas e gelo atingiram comunidades no Nepal e no Tibete; mais de 160 mortes já foram confirmadas.
Equipes de resgate intensificaram nesta quinta-feira (27) as buscas por cerca de 1.500 pessoas desaparecidas no Nepal e no Tibete, região autônoma da China, após uma catástrofe atingir a região do Himalaia. Entre os desaparecidos estão mais de 700 estrangeiros de dezenas de países.
O desastre aconteceu na quarta-feira (26), quando uma enorme massa de lama, rochas e gelo atingiu um rio e desencadeou enchentes repentinas de grandes proporções. A força da água destruiu casas, estradas, pontes e outras estruturas, além de arrastar veículos e atingir comunidades inteiras.
Até a atualização mais recente, mais de 160 mortes haviam sido confirmadas, e as autoridades alertavam que o número poderia aumentar à medida que as equipes conseguissem chegar às áreas mais devastadas.
Centenas de turistas estão desaparecidos
No Nepal, 826 pessoas estavam desaparecidas, quase 500 delas estrangeiras, segundo autoridades policiais e do turismo. Entre os turistas sem contato estão cidadãos de países como Índia, Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e Canadá.
No lado chinês, autoridades contabilizavam 558 desaparecidos no condado de Gyirong, no Tibete, incluindo 260 estrangeiros. Três mortes haviam sido confirmadas nessa região. Os números permanecem sujeitos a alterações conforme as listas de desaparecidos são atualizadas.
Mais de 5 mil integrantes das forças de segurança e equipes de emergência participam das operações no Nepal. Helicópteros são utilizados tanto para procurar sobreviventes quanto para levar barracas, alimentos e outros suprimentos às localidades isoladas. Ao menos 125 pessoas haviam sido resgatadas nesta quinta-feira, incluindo 20 estrangeiros.
Colapso de geleira está entre as causas apontadas
As primeiras informações chegaram a relacionar o desastre a um terremoto. Análises posteriores, porém, indicaram que a energia sísmica detectada estava associada ao colapso de rocha e gelo de uma geleira, seguido por um enorme fluxo de detritos.
Imagens de satélite analisadas por autoridades nepalesas também indicaram que o desprendimento de gelo e rochas desencadeou uma cheia carregada de detritos no rio Lhende, próximo à fronteira entre Nepal e China.
As operações continuam sob condições difíceis. Além da destruição de estradas e comunidades, autoridades chinesas identificaram riscos relacionados a um lago represado na região de Gyirong. A previsão de novas chuvas aumenta a preocupação com outros deslizamentos e enchentes enquanto prosseguem as buscas.

Tragédia no Nepal deixa 469 mortos e mais de 1.400 desaparecidos
Terremoto na Colômbia deixa 265 mortos e quase 500 desaparecidos
Terremoto na Colômbia deixa 132 mortos e buscas avançam por milhares de desaparecidos
Terremoto de magnitude 7,4 deixa rastro de destruição e dezenas de mortos na Colômbia
Trump ameaça tarifar Rússia em 100% e exige acordo de paz na Ucrânia
Atacante do Liverpool, Diogo Jota morre em acidente de carro na Espanha aos 28 anos