Nunes Marques defende urnas eletrônicas e reforça transparência antes das eleições
Foto: Jamile Ferraris/TSE
Por Diário do Baiano
Presidente da Corte, Nunes Marques defendeu a confiabilidade do sistema eletrônico de votação e destacou demonstrações públicas, votações simuladas e outras iniciativas realizadas pela Justiça Eleitoral antes das Eleições 2026.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, voltou a defender a segurança e a confiabilidade das urnas eletrônicas e destacou as ações adotadas pela Justiça Eleitoral para aproximar a população do funcionamento do sistema de votação brasileiro.
As declarações foram feitas neste domingo (9), durante a abertura da Corrida pela Democracia, realizada pelo TSE no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília. O evento marcou o encerramento da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, iniciativa criada para ampliar o conhecimento da sociedade sobre segurança, transparência e possibilidades de auditoria do processo eleitoral.
Durante a semana, o TSE e os 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) promoveram atividades destinadas a mostrar ao eleitor como funcionam as urnas e as diferentes etapas do sistema eletrônico de votação.
Urnas foram abertas diante da população
Entre as ações realizadas esteve o desmonte público de urnas eletrônicas, permitindo que cidadãos acompanhassem a apresentação dos componentes existentes dentro dos equipamentos e recebessem explicações sobre o caminho percorrido pelo voto.
Nunes Marques afirmou que as atividades não ficaram restritas à sede do TSE. Segundo o presidente da Corte, também foram realizadas exposições e votações simuladas em shopping centers, escolas públicas, espaços públicos e eventos, além de visitas ao Museu do Voto e iniciativas voltadas à acessibilidade e ao enfrentamento da desinformação.
O objetivo declarado da Justiça Eleitoral é tornar o funcionamento do sistema mais conhecido pelo público e ampliar a possibilidade de acompanhamento das diferentes etapas que antecedem a votação.
As demonstrações fazem parte de uma estrutura mais ampla de fiscalização. Entre os mecanismos utilizados pela Justiça Eleitoral estão a disponibilização dos códigos-fonte dos sistemas para inspeção por entidades fiscalizadoras, os Testes Públicos de Segurança, a cerimônia pública de lacração dos sistemas, os testes de integridade realizados no dia da eleição e os boletins de urna disponibilizados após a votação. O TSE também destaca que as urnas eletrônicas não ficam conectadas à internet durante o processo de votação.
Segurança das urnas entra na preparação para as eleições
A defesa da confiabilidade do sistema eletrônico tem ocupado espaço importante na atuação de Nunes Marques à frente do TSE.
Na retomada das sessões presenciais da Corte, na semana passada, o ministro classificou a urna eletrônica brasileira como “patrimônio da democracia”. Durante encontro com representantes diplomáticos realizado em junho, ele também apresentou mecanismos de segurança, transparência e auditoria utilizados no processo eleitoral brasileiro.
Além da segurança tecnológica das urnas, o Tribunal vem direcionando atenção para os riscos provocados pela desinformação e pelo uso indevido da inteligência artificial durante a campanha eleitoral.
Na sexta-feira (7), o TSE instituiu o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional, criado para acompanhar o uso indevido de inteligência artificial e a disseminação de desinformação durante o processo eleitoral. O grupo terá a função de assessorar a Presidência do Tribunal em medidas destinadas à preservação da normalidade das eleições.
Eleições acontecem em outubro
O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro. Os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Nos cargos de presidente e governador, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.
A pouco menos de dois meses da votação, as ações realizadas pela Justiça Eleitoral procuram colocar a transparência do sistema também no centro da preparação para o pleito, permitindo que o eleitor conheça não apenas a urna utilizada no dia da eleição, mas os mecanismos de fiscalização e auditoria existentes ao longo do processo.

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