Futuro de Rui Costa no governo Lula movimenta articulações para 2027
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Por Diário do Baiano
Senador eleito pela Bahia é citado para integrar novamente a Esplanada dos Ministérios, mas aliados apresentam versões diferentes sobre seus planos. Até o momento, não há convite ou decisão anunciada pelo presidente.
O ex-governador da Bahia Rui Costa (PT) voltou a ser mencionado nas articulações para a formação da equipe ministerial do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que começa em janeiro de 2027. Eleito senador em outubro, o petista é apontado por interlocutores políticos como possível integrante do primeiro escalão do governo federal.
As especulações ganharam força após a reeleição de Lula e envolvem a possibilidade de Rui assumir um ministério voltado à execução de obras, investimentos e programas governamentais. Entretanto, não existe confirmação de que o presidente tenha feito um convite ou definido uma pasta para o ex-governador.
Informações divulgadas no domingo (1º) indicam que pessoas próximas a Rui consideram seu perfil administrativo mais adequado ao Poder Executivo do que à atuação parlamentar. O argumento leva em conta sua experiência de oito anos à frente do governo baiano e sua passagem pela Casa Civil da Presidência da República.
A possibilidade, porém, não é consensual. Outros aliados afirmam que Rui pretende assumir o mandato no Senado em fevereiro de 2027 e permanecer no Congresso Nacional, pelo menos, durante os dois primeiros anos da legislatura.
Retorno à Casa Civil enfrenta resistências
Rui Costa comandou a Casa Civil durante o terceiro mandato de Lula, deixando o ministério em abril de 2026 para disputar uma vaga no Senado pela Bahia.
Nesse período, participou da coordenação de programas estratégicos do governo, incluindo o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e atuou diretamente no acompanhamento de projetos e ações dos ministérios.
Embora mantenha uma relação de confiança com Lula, seu eventual retorno à Casa Civil é considerado improvável nas articulações divulgadas até agora. Uma das avaliações é que o presidente poderia aproveitar sua experiência em uma pasta com atribuições mais diretamente relacionadas à infraestrutura e à execução de políticas públicas.
Os ministérios das Cidades e da Integração e do Desenvolvimento Regional aparecem entre as possibilidades mencionadas nas discussões políticas, mas não há indicação oficial para nenhum deles.
Também existem relatos de resistência à saída de senadores petistas do Congresso, diante da composição da próxima legislatura e da necessidade de articulação política do governo.
Decisão pode alterar representação da Bahia no Senado
Rui Costa foi eleito senador pela Bahia em 4 de outubro, na mesma eleição em que Jaques Wagner (PT) conquistou a renovação de seu mandato.
Se aceitar um cargo ministerial, Rui poderá se licenciar do Senado, abrindo espaço para seu primeiro suplente, Ronaldo Carletto, presidente do Avante na Bahia.
A eventual mudança ampliaria a presença do Avante no Congresso Nacional e teria reflexos nas articulações políticas entre o partido, o governo federal e a base aliada na Bahia.
Durante a campanha eleitoral, Rui havia declarado que não cogitava antecipadamente o retorno a uma função executiva e que sua candidatura representava uma escolha pelo Legislativo. Na ocasião, afirmou que qualquer eventual convite deveria ser discutido somente quando fosse apresentado.
As declarações anteriores contrastam com as avaliações mais recentes atribuídas a integrantes de seu entorno político, reforçando a ausência de uma posição definitiva publicamente confirmada.
A definição sobre o futuro de Rui Costa dependerá das escolhas de Lula para o novo ministério e da decisão do próprio senador eleito. Até esta terça-feira (3), seu retorno ao governo federal permanece uma possibilidade em discussão, sem anúncio oficial.

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