Correios acumulam prejuízo de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre
Foto: Rafaela Araújo/Folhapress
Por Diário do Baiano
Resultado negativo cresceu 30,4% em um ano, apesar da redução das perdas registrada entre abril e junho
Os Correios encerraram o primeiro semestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões. O resultado representa aumento de 30,4% em relação à perda de R$ 4,26 bilhões registrada no mesmo período do ano passado.
As demonstrações financeiras foram divulgadas pela estatal neste sábado (29) e mostram, entretanto, uma melhora entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano.
De abril a junho, o prejuízo ficou em R$ 2,39 bilhões, uma redução de 24,4% na comparação com os R$ 3,16 bilhões registrados nos primeiros três meses de 2026.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, quando a empresa perdeu R$ 2,53 bilhões, a redução do prejuízo foi de 5,5%.
Receita cresce na comparação trimestral
A receita líquida com vendas e serviços alcançou R$ 4,01 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 3,8% sobre os R$ 3,86 bilhões obtidos nos três primeiros meses do ano.
Quando a comparação é feita com o mesmo trimestre de 2025, porém, houve queda de 5,4%. Naquele período, a receita havia alcançado R$ 4,24 bilhões.
Os Correios também reduziram em aproximadamente 25% o resultado negativo antes das despesas financeiras. O valor passou de R$ 2,52 bilhões no primeiro trimestre para R$ 1,89 bilhão no segundo.
Estatal passa por reestruturação
Os Correios atribuem a melhora trimestral aos primeiros efeitos do plano de reestruturação, que inclui revisão de despesas e contratos, reorganização da companhia, aumento da eficiência operacional e medidas para recuperar receitas.
A empresa contratou no fim de 2025 uma operação de crédito de R$ 12 bilhões, com garantia da União. Segundo a estatal, os recursos ajudaram a reforçar o caixa, alongar o perfil da dívida e regularizar compromissos de curto prazo.
Apesar da melhora entre os dois primeiros trimestres de 2026, a própria administração reconhece que o resultado acumulado no semestre continua desafiador e afirma que as medidas de recuperação precisarão ser mantidas.

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