Greve no IBGE ganha força e amplia pressão sobre direção nacional
Foto: Divulgação/IBGE
Por Diário do Baiano
Mobilização começou na Bahia e avançou para unidades no Rio de Janeiro; servidores contestam mudanças nas condições de trabalho, carreira e benefícios, enquanto instituto afirma manter funcionamento normal.
A greve dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ganhou força e ampliou a pressão sobre a direção nacional do órgão. Na Bahia, a paralisação por tempo indeterminado começou em 10 de agosto e, segundo informações divulgadas nesta semana, já reúne cerca de 40% dos trabalhadores do instituto no estado.
O movimento é organizado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (ASSIBGE-SN) e ocorre em meio ao desgaste entre representantes da categoria e a gestão do presidente do instituto, o economista Marcio Pochmann. Além da Bahia, servidores da sede nacional e da Superintendência do IBGE no Rio de Janeiro aderiram à greve.
Outras unidades pelo país estão em estado de greve ou realizam assembleias para avaliar a participação na mobilização.
Servidores questionam mudanças
Entre as principais reivindicações estão questões relacionadas às regras de trabalho dos novos servidores aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), à progressão na carreira e à indenização paga aos profissionais que executam atividades de campo.
A entidade sindical também questiona decisões administrativas que, segundo os trabalhadores, foram tomadas sem negociação suficiente com a categoria. Entre os pontos de conflito está o Programa de Gestão e Desempenho (PGD), relacionado às modalidades de trabalho, além de mudanças que atingem servidores em estágio probatório.
A pauta inclui ainda reivindicações sobre condições físicas das unidades, infraestrutura tecnológica, valorização das carreiras e maior participação dos trabalhadores nas decisões internas.
Segundo a ASSIBGE, a mobilização nacional integra um calendário aprovado em julho e busca pressionar a direção do instituto pela abertura de negociações sobre essas reivindicações.
IBGE diz que mantém atividades
A direção do IBGE afirma que o instituto continua funcionando e cumprindo seu plano de trabalho. Em posicionamento sobre a paralisação, o órgão declarou que mantém diálogo permanente com os servidores nos espaços institucionais e dentro das normas legais e administrativas.
Apesar da greve, até o momento não há indicação de alteração no calendário oficial de divulgação dos principais indicadores produzidos pelo IBGE.
A mobilização ocorre em um período de renovação do quadro funcional do instituto. Em junho, o IBGE publicou novas nomeações relacionadas ao Concurso Público Nacional Unificado, processo que levou ao ingresso de novos servidores em diferentes unidades do país.

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