Lula e Flávio miram palanques estaduais para fortalecer campanha presidencial
Arte: CNN Brasil
Por Diário do Baiano
Adversários na corrida pelo Planalto planejam reuniões com candidatos aos governos e ao Senado; Bahia e outros estados do Nordeste estão entre as prioridades da estratégia eleitoral.
A disputa pela Presidência da República deverá ganhar uma nova frente nas próximas semanas. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) planejam reunir candidatos aos governos estaduais e ao Senado para alinhar estratégias, discursos e a atuação dos palanques regionais durante a campanha das Eleições 2026.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (10) pela CNN Brasil, que apurou que os encontros também deverão ser utilizados para a produção de material de campanha, incluindo vídeos e fotografias destinados aos candidatos nos estados.
As reuniões devem ocorrer em Brasília e se estender até o início de setembro, período em que a campanha eleitoral já estará oficialmente nas ruas.
Bahia entra na estratégia de Lula
A movimentação de Lula deverá ter atenção especial para Bahia e Ceará, dois estados governados pelo PT onde os candidatos à reeleição enfrentam disputas consideradas competitivas.
Na Bahia, o presidente tem como principal aliado o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição. Lula participou da convenção realizada em Salvador no início deste mês, quando também foram oficializadas as candidaturas de Jaques Wagner e Rui Costa ao Senado, além da chapa estadual liderada por Jerônimo.
Segundo a apuração da CNN Brasil, a estratégia nacional de Lula deverá reforçar principalmente duas áreas no discurso dos aliados: a agenda trabalhista, incluindo a proposta pelo fim da escala 6×1, e a segurança pública, com defesa de maior integração entre os governos federal e estaduais.
A presença do presidente nos palanques estaduais também permite que candidatos regionais associem suas campanhas às propostas e ações defendidas nacionalmente pela chapa presidencial.
Flávio concentra esforços no Sudeste
Do outro lado da disputa, Flávio Bolsonaro deverá direcionar atenção principalmente para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A estratégia é fortalecer o desempenho da candidatura nos três maiores colégios eleitorais do Sudeste e buscar compensar a vantagem eleitoral que Lula tradicionalmente obtém no Nordeste.
Segundo a CNN Brasil, Flávio deverá orientar seus aliados a trabalhar para reduzir a resistência entre o eleitorado feminino e intensificar críticas ao governo federal relacionadas à corrupção.
A montagem dos palanques estaduais tem sido uma preocupação do PL desde o início das articulações eleitorais. O partido trabalhou para ter candidaturas ao governo ou ao Senado capazes de defender a candidatura presidencial nos estados e ampliar a presença do número da legenda nas campanhas regionais.
Em São Paulo, por exemplo, as equipes de Flávio e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) já vinham preparando agendas conjuntas para a campanha.
Nordeste e Sudeste ganham peso na estratégia
Embora os candidatos tenham aliados espalhados pelo país, Nordeste e Sudeste aparecem como regiões prioritárias para as duas campanhas por concentrarem parcela decisiva do eleitorado brasileiro.
Levantamento recente sobre a formação dos palanques mostrou Lula com uma rede mais ampla de apoios estaduais, enquanto Flávio ainda buscava consolidar alianças em parte das unidades da Federação.
A candidatura de Flávio também chega à campanha com uma composição nacional mais concentrada no próprio PL. Na última semana, o senador anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente, depois de dificuldades para atrair partidos de centro para a chapa.
Campanha começa oficialmente no dia 16
Os movimentos acontecem às vésperas do início oficial da propaganda eleitoral. Depois do encerramento das convenções partidárias, as legendas têm até 15 de agosto para registrar seus candidatos na Justiça Eleitoral. A campanha eleitoral poderá começar oficialmente no dia 16 de agosto.
A partir daí, a coordenação entre as candidaturas presidenciais e estaduais deverá ganhar ainda mais importância. Além de pedir votos para seus próprios candidatos, governadores, postulantes aos governos e candidatos ao Senado funcionarão como representantes das campanhas presidenciais em seus respectivos estados.
Os encontros planejados por Lula e Flávio mostram que a disputa pelo Palácio do Planalto deverá ser travada também nos palanques regionais, com Bahia e Ceará recebendo atenção especial da campanha petista e os grandes estados do Sudeste ocupando posição estratégica para a candidatura do PL.

Bahia ganha reforço de 30 mil novos mesários voluntários para as Eleições 2026
Vai estar longe de casa nas eleições? Prazo para pedir voto em trânsito termina dia 20
Nunes Marques defende urnas eletrônicas e reforça transparência antes das eleições
Segurança e alianças presidenciais elevam tensão entre Jerônimo e ACM Neto em debate
Corrida eleitoral entra na reta final para o registro das candidaturas
TSE amplia ações para combater uso indevido da inteligência artificial nas Eleições 2026