TSE prevê mais exigências metodológicas para pesquisas do segundo turno
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Por Diário do Baiano
Institutos deverão fornecer informações mais detalhadas sobre os levantamentos eleitorais; conteúdo das novas exigências ainda será comunicado pela Corte
O Tribunal Superior Eleitoral prepara uma ampliação das informações exigidas dos institutos para o registro de pesquisas destinadas a um eventual segundo turno das eleições de 2026. A mudança deverá atingir o Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais, o PesqEle.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, deverá enviar um comunicado às empresas responsáveis pelos levantamentos para informar as novas exigências. Até o momento, a Corte não divulgou quais dados adicionais sobre as metodologias terão de ser apresentados.
A medida deve ampliar o nível de detalhamento já exigido pela Justiça Eleitoral, sem substituir, por enquanto, as normas que estão em vigor para as eleições deste ano.
Pesquisas já seguem regras de registro
Pelas regras atuais, pesquisas destinadas ao conhecimento público precisam ser registradas no PesqEle até cinco dias antes da divulgação. O sistema reúne informações sobre aspectos como metodologia, período de realização, amostra, ponderações, margem de erro, nível de confiança e questionário utilizado.
As normas de 2026 também ampliaram a quantidade de informações disponíveis para fiscalização. Entre elas estão dados sobre a composição da amostra e identificação do profissional de Estatística responsável pelo levantamento, além de requisitos relacionados à documentação técnica.
A alteração agora em preparação deverá aprofundar as informações metodológicas referentes às pesquisas de segundo turno. Como os detalhes ainda não foram formalmente apresentados, não é possível afirmar quais novos campos ou documentos serão acrescentados ao sistema.
Propostas mais amplas não avançaram
O debate sobre alterações nas pesquisas eleitorais ganhou força ao longo deste ano. Nunes Marques chegou a discutir com representantes do setor a criação de um chamado “selo de acurácia eleitoral”, que reconheceria institutos cujos números ficassem mais próximos dos resultados das urnas.
A proposta enfrentou críticas de institutos e especialistas, que argumentaram que pesquisas medem a intenção de voto em determinado momento e não funcionam como previsão do resultado eleitoral. A ideia do selo acabou sendo abandonada, e a ampliação do detalhamento no registro passou a ser considerada uma alternativa mais restrita.
A discussão também ganhou repercussão depois que Nunes Marques determinou, em junho, a suspensão da divulgação de uma pesquisa AtlasIntel questionada pelo PL por aspectos do questionário aplicado aos entrevistados. O episódio passou a integrar as discussões no TSE sobre metodologia e fiscalização dos levantamentos.
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. Caso seja necessário segundo turno na disputa presidencial ou nos estados, a votação será realizada em 25 de outubro.

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