Buscas no Nepal chegam ao quarto dia com 734 mortos e quase 2,5 mil desaparecidos
Crédito: Athit Perawongmetha/Reuters
Por Diário do Baiano
Operações de resgate avançam neste domingo enquanto autoridades mantêm alerta para elevação dos rios nas regiões atingidas
As buscas por milhares de desaparecidos após as fortes enchentes no Nepal chegaram ao quarto dia neste domingo (30), em meio ao risco de novas inundações nas áreas atingidas pelo desastre.
O balanço mais recente aponta 734 mortos e 2.498 desaparecidos somente no Nepal. As autoridades mobilizaram aproximadamente 19 mil integrantes das forças de segurança e 16 helicópteros para as operações de busca e resgate. Até agora, 8.186 pessoas foram retiradas das áreas afetadas.
Os números cresceram significativamente desde sábado (29), quando 626 mortes haviam sido confirmadas.
Rios voltam a preocupar
Além da procura pelos desaparecidos, as equipes enfrentam uma nova ameaça. O nível de rios voltou a subir neste domingo, aumentando o risco de novas enchentes e dificultando o acesso a algumas das regiões devastadas.
Moradores de comunidades próximas aos cursos d’água e integrantes das equipes de emergência foram orientados a permanecer em alerta.
As operações se concentram principalmente nos distritos de Rasuwa, Nuwakot, Dhading, Gorkha e Chitwan, onde estradas, pontes e sistemas de comunicação foram severamente danificados.
Centenas seguem desaparecidos em hidrelétricas
Entre as pessoas ainda não localizadas, 933 estão relacionadas a projetos hidrelétricos atingidos pela força das águas.
Túneis foram inundados ou bloqueados por lama, pedras e outros destroços. Equipes especializadas trabalham para abrir acessos e tentar localizar trabalhadores que podem estar presos no interior dessas estruturas.
Profissionais enviados por Índia, China e Coreia do Sul participam das operações subterrâneas. Em uma das frentes de resgate, uma pequena passagem foi aberta para permitir a entrada de ar enquanto os trabalhos de desobstrução continuam.
Identificação das vítimas é outro desafio
A força das águas transportou corpos por grandes distâncias. Centenas foram encontrados em localidades situadas muito abaixo das regiões onde ocorreu a devastação inicial.
As vítimas estão sendo encaminhadas para hospitais onde são realizados os procedimentos de identificação. Nos casos em que isso não é possível imediatamente, as autoridades determinaram a coleta de material genético antes do sepultamento temporário, permitindo futura identificação por DNA.
O desastre começou na quarta-feira (26), após um colapso envolvendo gelo e rochas na região do Himalaia desencadear uma enorme corrente de água, lama e destroços pelos sistemas dos rios Bhote Koshi e Trishuli.
Além das perdas humanas, comunidades inteiras tiveram casas, estradas, pontes e instalações de geração de energia destruídas.
Com milhares de pessoas ainda desaparecidas e regiões de difícil acesso, as autoridades alertam que o balanço da tragédia poderá continuar aumentando nos próximos dias.

Himalaia enfrenta tragédia com quase 800 mortos e mais de 3 mil desaparecidos
Ataque russo deixa 38 mortos após explosões em depósito de munições na Ucrânia
Número de mortos chega a 626 e 2,4 mil seguem desaparecidos no Nepal
Tragédia no Nepal deixa 469 mortos e mais de 1.400 desaparecidos
Tragédia no Himalaia deixa cerca de 1.500 desaparecidos e mobiliza operação de resgate
Terremoto na Colômbia deixa 265 mortos e quase 500 desaparecidos