Casos de chikungunya disparam na Bahia e crescem mais de 280% em 2026
Foto: Ilustração/IA
Por Diário do Baiano
Avanço da doença acende alerta após forte redução registrada no ano passado; vírus é transmitido pelo mesmo mosquito responsável pela dengue e zika
Os casos de chikungunya voltaram a crescer de forma expressiva na Bahia em 2026, com aumento superior a 280% em comparação com o mesmo período do ano passado. A mudança de cenário chama atenção após o estado registrar forte redução da doença ao longo de 2025.
Dados epidemiológicos apontam uma inversão da tendência observada no ano anterior. Em 2025, a Bahia contabilizou 2.562 casos prováveis de chikungunya durante todo o ano, contra 16.757 em 2024, uma queda de 84,7%, conforme balanço oficial divulgado pelo Governo do Estado em janeiro.
A chikungunya é uma arbovirose transmitida principalmente pela picada de fêmeas infectadas do Aedes aegypti, mosquito que também transmite dengue e zika. O aumento das notificações exige atenção especialmente porque a doença pode provocar dores articulares intensas e persistentes.
Doença pode deixar sintomas por meses
Febre de início súbito, dores intensas nas articulações, dor muscular, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele estão entre os principais sintomas. Em parte dos pacientes, as dores articulares podem permanecer por semanas ou meses e evoluir para uma fase crônica.
A própria vigilância epidemiológica da Bahia destaca a necessidade de acompanhamento da chikungunya devido às possíveis sequelas e às características incapacitantes da doença. Em boletim estadual de 2025, a Sesab já ressaltava a importância da vigilância mesmo durante o período de forte redução dos registros.
Os casos suspeitos integram o sistema de notificação epidemiológica. O Sinan reúne informações encaminhadas pelos serviços de saúde e fornece dados para investigação e acompanhamento de doenças de notificação compulsória pelas autoridades municipais, estaduais e federais.
Ministério da Saúde alerta para arboviroses
O Ministério da Saúde também mantém atenção sobre o comportamento das arboviroses no país. Em nota técnica publicada em julho, a pasta alertou para a possibilidade de aumento dessas doenças no Brasil no ciclo 2026/2027, em razão das condições climáticas associadas ao El Niño, e recomendou preparação dos gestores para eventual agravamento do cenário.
O combate à chikungunya depende principalmente da redução dos criadouros do mosquito. Recipientes capazes de acumular água, caixas-d’água destampadas, pneus, vasos, calhas e outros pontos de água parada favorecem a reprodução do Aedes aegypti.
A mudança observada neste ano reforça a necessidade de acompanhamento dos indicadores epidemiológicos e das ações municipais de controle do vetor. Os números de 2026 ainda são parciais e podem sofrer alterações à medida que as notificações são investigadas e atualizadas nos sistemas oficiais.

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