Indústria brasileira volta a crescer após dois meses consecutivos de queda
Foto: CNI/Miguel Ângelo
Por Diário do Baiano
Produção avançou 0,2% em julho, mas setor ainda permanece 15% abaixo do maior nível já registrado no país
A produção industrial brasileira voltou a crescer em julho após dois meses consecutivos de queda. O setor avançou 0,2% em relação a junho, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada na quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado interrompe as retrações registradas em maio, de 0,2%, e junho, de 1,8%. Mesmo com a recuperação em julho, a indústria ainda não recuperou integralmente a perda acumulada nos dois meses anteriores.
Na comparação com julho de 2025, a produção industrial recuou 0,5%. No acumulado de janeiro a julho deste ano, entretanto, o setor apresenta crescimento de 1,1%. Nos últimos 12 meses, a expansão é de 0,6%.
Maioria dos setores pesquisados avançou
Das 25 atividades industriais acompanhadas pelo IBGE, 13 registraram aumento de produção entre junho e julho.
Entre as principais influências positivas estão equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com crescimento de 12,2%; outros equipamentos de transporte, com 11,2%; e produtos do fumo, com 11,1%.
A fabricação de produtos alimentícios cresceu 1%, enquanto a produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis avançou 1,1%.
Três das quatro grandes categorias econômicas também tiveram resultado positivo. Os bens de consumo duráveis cresceram 3,2%; os bens de capital, 2,4%; e os bens de consumo semi e não duráveis, 0,5%. Os bens intermediários recuaram 0,2%.
Indústria extrativa pressiona resultado para baixo
Entre as 12 atividades que registraram redução da produção em julho, a indústria extrativa teve o principal impacto negativo, com queda de 1%. Segundo o IBGE, a menor extração de minério de ferro exerceu pressão sobre o resultado do segmento.
Também apresentaram retração a metalurgia, com queda de 1,4%; os produtos químicos, com recuo de 0,8%; e a fabricação de celulose, papel e produtos de papel, que caiu 1,3%.
Apesar do avanço de julho, a produção industrial brasileira permanece 15% abaixo do maior nível da série histórica, alcançado em maio de 2001. Em relação a fevereiro de 2020, período anterior à pandemia de Covid-19, o setor está 2,1% acima.
O levantamento também mostra que 69,6% dos 789 produtos pesquisados tiveram aumento de produção entre junho e julho. Foi o segundo maior índice de difusão registrado em 2026.

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