Vilarejos desaparecem no desastre do Nepal; mais de 1.200 mortos
Foto: WHO Nepal
Por Diário do Baiano
Milhares de pessoas continuam desaparecidas enquanto equipes de resgate enfrentam lama, destroços e túneis bloqueados nas áreas atingidas
O desastre provocado pelas inundações no Nepal já deixou mais de 1.200 mortos e milhares de desaparecidos. O balanço mais recente divulgado nesta quinta-feira (3) aponta 1.252 corpos recuperados e 4.216 pessoas ainda desaparecidas, enquanto as operações de busca continuam nas regiões atingidas.
A catástrofe começou em 26 de agosto, quando uma enorme massa de água, gelo, rochas, lama e outros detritos avançou pela região montanhosa próxima à fronteira entre Nepal e China. Comunidades inteiras foram atingidas ao longo dos sistemas dos rios Bhote Koshi e Trishuli.
O número de vítimas aumentou significativamente nos últimos dias à medida que as equipes conseguiram chegar a áreas anteriormente isoladas. Milhares de moradores também perderam casas, documentos e meios de subsistência.
Comunidades foram praticamente apagadas
Imagens aéreas das regiões atingidas mostram extensas áreas cobertas por lama e destroços onde antes havia casas, estradas e outras construções. Alguns vilarejos sofreram destruição quase completa.
Syabrubesi está entre as localidades mais severamente atingidas. Grande parte das estruturas foi destruída ou soterrada pela massa de detritos que desceu pelas montanhas.
Estimativas preliminares indicam que milhares de residências foram completamente destruídas, levadas pela água ou soterradas. O governo nepalês calcula que aproximadamente 20 mil moradias precisarão ser reconstruídas.
As autoridades também avaliam transferir algumas comunidades para áreas consideradas mais seguras, evitando reconstruções em locais sujeitos a novos deslizamentos e inundações.
Buscas avançam por áreas de hidrelétricas
Outro ponto crítico das operações está nas instalações de projetos hidrelétricos atingidos pelo desastre. Cerca de 900 pessoas continuam desaparecidas nas áreas de seis hidrelétricas, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira.
Parte das buscas ocorre em túneis bloqueados por lama e destroços. Equipes utilizam escavadeiras, drones, cães de resgate, câmeras e equipamentos especializados na tentativa de localizar trabalhadores e outras pessoas desaparecidas.
Especialistas estrangeiros também participam das operações ao lado das equipes nepalesas. As autoridades afirmam que os trabalhos continuarão enquanto houver possibilidade de localizar sobreviventes.
A destruição atingiu ainda estradas, pontes, escolas e outras estruturas essenciais. O isolamento de determinadas regiões e a quantidade de lama acumulada dificultam tanto o acesso das equipes quanto a confirmação do número total de vítimas.
Mais de uma semana depois do início da catástrofe, o Nepal ainda tenta dimensionar completamente os danos, enquanto milhares de famílias aguardam informações sobre parentes desaparecidos.

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