Buscas avançam no Nepal enquanto número de mortos passa de 900
Foto: Athit Perawongmetha-29.ago.2026/Reuters
Por Diário do Baiano
Quase 4,8 mil pessoas continuam desaparecidas após enchentes devastarem áreas do Nepal e do Tibete; centenas podem estar presas em túneis
O número de mortos nas enchentes e deslizamentos que atingiram a região da fronteira entre Nepal e China chegou a 919 nesta segunda-feira (31). Outras 4.793 pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de resgate trabalham em áreas devastadas e de difícil acesso no Himalaia.
O Nepal concentra a maior parte das vítimas. Segundo o balanço das autoridades do país, 903 mortes foram confirmadas e 4.247 pessoas permanecem desaparecidas. Entre elas estão 592 estrangeiros.
No Tibete, região autônoma da China, as autoridades contabilizam 16 mortos e 546 desaparecidos. Entre os desaparecidos no território chinês estão 261 estrangeiros de 23 países.
Centenas de trabalhadores são procurados em túneis
Uma das principais frentes de resgate está concentrada em projetos hidrelétricos atingidos pela enxurrada. No Nepal, 933 trabalhadores ligados a 11 empreendimentos estão entre os desaparecidos, e há temor de que centenas tenham ficado presos em túneis bloqueados por lama, pedras e outros destroços.
Equipes utilizam escavadeiras, iluminação, explosões controladas e equipamentos de detecção de sinais de vida para tentar chegar aos locais. Especialistas da China e da Índia também auxiliam os trabalhos.
Mais de 10 mil pessoas já foram resgatadas no Nepal. As operações enfrentam dificuldades provocadas pelo terreno montanhoso, pelas condições meteorológicas e pelo risco de novos deslizamentos.
Desastre começou após colapso de geleira
A catástrofe ocorreu na quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira desencadeou uma enorme corrente de água, gelo, lama, rochas e outros detritos pela região montanhosa.
Vilarejos, estradas, pontes e instalações de geração de energia foram atingidos. Autoridades também monitoram lagos formados após deslizamentos, diante do risco de rompimentos provocarem novas inundações.
O governo nepalês informou que a prioridade continua sendo localizar desaparecidos e resgatar sobreviventes. Os números permanecem provisórios e podem sofrer novas alterações à medida que as equipes alcançam áreas isoladas e avançam na identificação das vítimas.

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